Análise do locus de β-lactamase de bcg como sítio de Inserção de antígenos heterólgos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Namora, Soraia Ferini
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/46/46131/tde-16022016-180852/
Resumo: A tuberculose, doença causada pelo patógeno M. tuberculosis, é um dos grandes problemas da saúde pública mundial. A única vacina disponível contra tuberculose é o M bovis BCG. As micobactérias são naturalmente resistentes a uma grande variedade de antibióticos, entre os quais os β-lactâmicos, que são as penicilinas e cefalosporinas. O mecanismo mais comum de resistência aos antibióticos é a produção de β-lactamase, que cliva o anel β-lactâmico. Nas micobactérias, o mecanismo parece ser um pouco mais complexo, já que a parede celular dessas bactérias contém os ácidos micólicos, que conferem característica altamente hidrofóbica à parede. O objetivo deste projeto foi a disrupção do gene da β-lactamase de BCG por recombinação homóloga, para investigação do papel desta na resistência de micobactérias a antibióticos β-lactâmicos, e da possibilidade de utilizá-la como sítio de inserção de cassete de expressão de antígenos heterólogos. Para tal, foi donado o gene β-lactamase de BCG, que posteriormente, foi truncado e inserido em um vetor suicida, contendo gene de resistência a higromicina e o gene sacB para contra-seleção. BCG então foi transformado com este vetor. Verificou-se que após a primeira etapa de recombinação, as bactérias cresciam pouco, sendo, provavelmente, a β-lactamase, um gene essencial. Infelizmente, não foram obtidos mutantes secundários. Verificou-se também que é possível a expressão de LT em rBCG, utilizando-se vetores extracromossomais, o que abre a possibilidade de expressão no genoma micobacteriano.