Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Brandão, Tetzi Oliveira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-15022024-100934/
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Resumo: |
Introdução: Mulheres com distúrbios hipertensivos da gravidez (DHG), como hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia (PE) apresentam mais repercussões cardiovasculares a longo prazo. Objetivos: Determinar a prevalência de hipertensão arterial em mulheres na quarta década de vida e identificar os fatores de risco relacionados ao histórico obstétricos e marcadores biofísicos associados à hipertensão arterial nessa população. Pacientes e Métodos: Trata-se de um estudo de caso controle de mulheres de 37 a 39 anos, pertencentes à coorte de nascimento de 1978/79 na cidade de Ribeirão Preto/SP. Foram analisados dados sociais e demográficos, presença de comorbidades, síndrome metabólica, antecedentes obstétricos, fatores hereditários, marcadores biométricos, biofísicos associados à pressão arterial. Resultados: Foram analisados dados de 929 mulheres, 925 tiveram a pressão mensurada de forma ambulatorial e 281 através da MAPA, dessas, 19,1% tinham hipertensão autodeclarada e 5,4 % tiveram hipertensão evidenciada pelas medidas ambulatoriais. O fator hereditário paterno estava relacionado ao risco de hipertensão arterial, sendo a hipertensão paterna (OR: 3,1; IC95%: 1,4-6,8) e a síndrome metabólica paterna (OR: 1,5; IC95 %: 1,1-2,2) os fatores significativos. O histórico pregresso obstétrico de duas gestações com presença de síndrome hipertensiva relatava mostrou um risco aumentado para o aparecimento de hipertensão futura (OR: 4,1; IC95%: 1,3-12,7). A presença de comorbidades mostrou associação com hipertensão, sendo a angina relatada (OR: 5,1; IC95%: 1,4-18,1), a hipercolesterolemia (OR: 3,3; IC95%: 1,5-7,0) e a Velocidade de Onda de Pulso (VOP) que evidencia o aumento da rigidez arterial (OR: 1,7; IC95%: 1,4-2,1), as variáveis encontradas com significância estatística. Conclusão: A prevalência de hipertensão mensurada nas pacientes foi de 5,4 %. O antecedente obstétrico de hipertensão e o histórico familiar paterno para hipertensão e síndrome metabólica evidenciaram aumento do risco de hipertensão atual nas pacientes do estudo. A presença de comorbidades atuais nas entrevistadas, como angina, hipercolesterolemia e maior rigidez arterial mostrou associação com hipertensão em nossa análise. |