Ploidia de DNA, grau nuclear e alterações arquiteturais no carcinoma in situ e no carcinoma ductal invasivo da mama feminina: uma contribuição para o estudo do modelo de progressão de doença

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Moraes, Francisco Ribeiro de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-21052007-143934/
Resumo: Carcinogênese é um fenômeno de múltiplas fases. A literatura recente aceita, baseada em evidências epidemiológicas, que a progressão neoplásica em direção ao carcinoma invasor da mama inicia-se em estados hiperplásicos do epitélio ductal, passando pelo carcinoma in situ. Questões abertas na literatura no que concerne à relação existente entre o carcinoma intraductal e o carcinoma ductal invasivo referem-se aos fatores envolvidos nos processos que levam à invasão tumoral. Quatro modelos de progressão de doença foram propostos baseados na morfologia dessas lesões. Três deles descreveriam diferentes vias de progressão direta do carcinoma intraductal para o carcinoma invasor. O quarto modelo propõe que a evolução do carcinoma intraductal e do carcinoma invasor se faz independentemente, \"em paralelo\", a partir de uma terceira lesão precursora comum que, na verdade, gera um tumor de colisão in situ e invasor. O presente trabalho estudou retrospectivamente o tecido tumoral da mama de 46 pacientes do sexo feminino que continham carcinoma intraductal associado ao componente invasor na mesma lesão. Foram determinados o conteúdo de DNA nuclear por citometria estática e o grau nuclear de ambas as lesões, assim como o padrão arquitetural do componente intraductal e o índice de formação de túbulos do componente invasor. Os resultados mostraram relação estatisticamente significante (kappa=0,713; p<0,001) para o grau nuclear entre os grupos, o mesmo acontecendo com o conteúdo de DNA nuclear (kappa=0,5018 p=0,0002). Ao compararmos o aspecto arquitetural do componente intraductal com o índice de formação de túbulos do componente invasor, não encontramos correlação estatisticamente significante (p=0,1033). Os resultados permitem especular que as características nucleares de um dado carcinoma invasor de ductos mamários são possivelmente determinados em fases pré-invasivas, enquanto que alterações arquiteturais provavelmente se desenvolvem em estágios avançados, após a célula tumoral adquirir o fenótipo invasor.