Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Santiago, Anderson Ribeiro |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-27082019-172036/
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Resumo: |
As florestas brasileiras abrigam boa parte da diversidade florística e faunística mundiais e têm papel fundamental na atenuação das mudanças climáticas globais. Apesar disso, estes ecossistemas vêm sendo progressivamente convertidos em algum uso antrópico cujo objetivo, em tese, é promover o desenvolvimento socioeconômico local. Diante disso, avaliou-se, nos anos 2000 e 2010, a efetividade da mudança no uso da terra como promotora do desenvolvimento brasileiro em nível municipal e regional. Primeiro, quantificou-se a influência dos indicadores de desenvolvimento socioeconômico sobre o desflorestamento, com o uso de modelos estatísticos de regressão linear múltipla. Para tanto, utilizaram-se 3.168 observações obtidas em municípios de todas as regiões geográficas brasileiras. Segundo, caracterizou-se esta influência recorrendo à determinação de amostras representativas, mediante análise de técnicas de amostragem aleatória simples e estratificada aleatória, utilizando diferentes intensidades amostrais. Terceiro, mensurou-se o impacto do programa amazonense Bolsa Floresta na redução do desflorestamento e na melhoria dos indicadores de desenvolvimento socioeconômico, aplicando o Emparelhamento por Escore de Propensão e a Diferença nas Diferenças em 579 observações. Os resultados indicaram que o desenvolvimento socioeconômico brasileiro foi efêmero, aumentou a desigualdade de renda e foi fruto do desflorestamento, que pode ser minimizado pela maior eficiência agropecuária. A caracterização da relação entre desflorestamento e desenvolvimento foi estabelecida com 10% dos municípios, selecionados preferencialmente pela amostragem estratificada aleatória. O Bolsa Floresta pode ter ajudado a diminuir o desflorestamento e a melhorar, em poucos anos, os índices educacionais dos municípios participantes do programa. Assim, considerando este modelo de desenvolvimento, de uso intensivo dos recursos naturais com baixo nível tecnológico, necessita-se fortalecer/ampliar as ações governamentais voltadas principalmente à população amazônica e à pesquisa/extensão agropecuária para desenvolver o país sem a perda expressiva das suas florestas nativas. |