A gradação nas obras de György Ligeti dos anos sessenta

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Vitale, Claudio Horacio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27158/tde-22082013-155143/
Resumo: Esta tese tem por objetivo estudar as obras do compositor György Ligeti dos anos sessenta a através do conceito de gradação. Em termos gerais, as obras desses anos são construídas a partir da harmonia do cluster e da superposição de diferentes estruturas rítmicas. A ideia de gradação é elaborada tomando como base conhecimentos provenientes de diversas áreas tais como a retórica, a literatura, a filosofia, a linguística, as artes visuais e a música. No que diz respeito à análise das obras de Ligeti estudam-se aspectos como: a superposição de diferentes divisões do tempo, as relações entre ritmo e textura e os vínculos entre gradação superpostas. Obras como Atmosphères e o Quarteto de Cordas nº 2 são estudadas com maior detalhamento em função de conceitos como gradação, continuum e desvio. A partir dos diferentes estudos conclui-se que a ideia de gradação, entendida como uma ordenação que aumenta ou diminui progressivamente em relação a uma qualidade ou propriedade, constitui o fundamento das obras escritas por Ligeti nos anos sessenta. Esta noção funciona tanto no nível do procedimento como do próprio pensamento composicional.