Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Shibao, Simone |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5151/tde-24052010-170947/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: A dosagem bioquímica do lactato no líquor (LCR) é um procedimento rotineiro e necessário na investigação diagnóstica e no acompanhamento evolutivo de várias doenças neurológicas, como, por exemplo, as doenças mitocondriais (DM). Pacientes com DM e comprometimento do sistema nervoso central frequentemente apresentam aumento do lactato no LCR. O lactato no LCR também pode ser detectado através da espectroscopia de prótons através da ressonância magnética (ERM), uma técnica não invasiva que pode ser empregada juntamente com as imagens estruturais obtidas através da ressonância magnética (RM). Nosso objetivo neste estudo é avaliar a existência ou não de correlação entre a dosagem bioquímica do lactato no LCR e no sangue e a sua quantificação através da ERM em pacientes em investigação de encefalopatia mitocondrial. Não é de nosso conhecimento a existência de estudos semelhantes in vivo na literatura médica. MÉTODOS: 22 pacientes (idades entre 9 meses e 20 anos) em investigação diagnóstica por suspeita clínica de encefalopatia relacionada a DM participara deste estudo prospectivo realizado entre novembro de 2005 a novembro de 2006. Foram comparados os valores do lactato nas dosagens séricas e liquóricas. Todos os pacientes realizaram RM e ERM e, quando presente, analisou-se o pico do lactato (PL). Os dados da quantificação do lactato obtidos nestas três modalidades foram comparados. RESULTADOS: A análise de correlação demonstrou evidências de associação entre as variáveis PL à ERM e lactato liquórico (p=0,001); não foi evidenciada correlação entre os valores do PL à ERM e as medidas sanguíneas dessa substância (p=0,736) e entre as dosagens bioquímicas liquórica e sanguínea (p=0,937). CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou a existência de correlação entre a dosagem bioquímica do lactato no LCR e o PL obtido através de ERM. A ERM do LCR é uma técnica factível e recomendamos que a mesma seja empregada rotineiramente em pacientes com suspeita ou em seguimento de DM com comprometimento do sistema nervoso central. |