Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
Cavagioni, Luciane Cesira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-15012007-150411/
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Resumo: |
Introdução: As doenças cardiovasculares constituem a principal causa demorbimortalidade nacional. Nesse sentido realizou-se estudo com o objetivo de caracterizar o perfil para riscos cardiovasculares em motoristas profissionais de transporte de cargas que trafegam pela Br-116. Casuística e Método: Estudo transversal, descritivo e exploratório com 258 motoristas profissionais de transporte de cargas com obtenção de informações socioeconômicas; avaliações antropométricas: índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal e medida da pressão arterial; realização de exames laboratoriais: triglicérides, colesterol total e frações, proteína C reativa e creatinina. Analisou-se o risco para doenças cardiovasculares pelo Escore de Risco de Framingham, consumo de bebidas alcoólicas pelo Alcohol Use Disorders Identification-AUDIT, distúrbios psiquiátricos comuns pelo Self Report Questionnaire-SRQ-20, Síndrome Metabólica e angina pectoris pelo Teste de Rose. Os dados foram processados no sistema SPSS v.7.5. O nível de significância adotado foi p<0,05, utilizou-se análise univariada e multivariada. Resultados: A caracterização os motoristas estudados mostrou idade 37,5±10,1 anos, 91% de etnia branca, renda mensal 1.431,3±644,4 reais, 19% tabagistas, 55% referiram ingestão de bebidas alcoólicas, 74% não realizavam atividade físicas, 14% relataram uso de medicamentos inibidores do sono, tempo profissão de 14±10 anos e percorriam 782,9±229,6 km/dia, dirigiam 10 horas por dia e repousavam 06 horas diárias. Verificou-se pelos dados antropométricos que 46% tinham sobrepeso, 36% obesidade e 58% circunferência abdominal alterada (_94 cm). Os exames laboratoriais mostraram 33% com nível de colesterol total _ 200mg/dL, 10% LDL-c _ 160 mg/dL; HDL-c < 40 mg/dL 23%, triglicérides acima de 150 mg/dL 38%, glicemia _ 110mg/dL 7% e proteína C reativa > 0,5 mg/dL 19%, creatinina >1,5 mg/dL 1%. A prevalência da hipertensão arterial foi de 37% e da Síndrome metabólica 24%. O Questionnaire Rose foi positivo em 8,0% dos motoristas, Escore de Risco de Framingham médio/alto em 9%, presença de distúrbios psiquiátricos comuns em 33% e AUDIT 16% no escore que sugere intervenção e aconselhamento. A análise de regressão logística indicou associação independente para as seguintes variáveis (OD Odds ratio, IC intervalo de confiança a 95%): 1-Síndrome Metabólica: IMC (OR=1,40 IC 1,192-1,661); hábito de verificar o colesterol total (OR= 0,102 IC 0,017-0,589); e escore de risco de Framingham médio/alto (OR= 26,389 IC 2,520-276,374). 2-Hipertensão arterial: IMC (OR=1,183 IC 1,065-1,314); glicemia (OR=1,039 IC 1,004-1,076); e hábito de ingerir medicamento para inibir o sono (OR= 0,322 IC 0,129-0,801). 3- Colesterol Total (_ 200 mg/dL): LDL-c (OR=1,157 IC 1,100-1,216);triglicérides (OR=1,012 IC 1,004-1,021) 4- Glicemia (_ 110 mg/dL): IMC (OR=1,153 IC 1,024-1,298); maior tempo de profissão (OR=1,154 IC 1,057-1,259) 5-Proteína C reativa (>0,5 mg/dL): escore de risco de Framingham médio/alto (OR=4,692 IC 1,912-11,515). Conclusão: Verificou-se presença expressiva de fatores de risco cardiovasculares, nesse sentido os profissionais de saúde devem implementar estratégias para estimular mudanças de estilos de vida nos motoristas de transporte de cargas, visando a prevenção primária e secundária |