Avaliação de dois trechos de uma Floresta Estacional Semidecidual restaurada por meio de plantio, com 18 e 20 anos, no Sudeste do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Castanho, Guilherme Gurian
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-18052009-163446/
Resumo: Ações de recuperações de áreas degradadas têm sido amplamente empregadas, tanto por exigências legais como por iniciativas de grupos preocupados com a qualidade ambiental, assim não havendo uma padronização destas ações. Surgindo então a necessidade de avaliar se as metodologias empregadas estão alcançando seu objetivo e proporcionando uma auto-sustentação da comunidade florestal formada. O presente trabalho teve como objetivo descrever a comunidade arbustivo-arbórea de uma área restaurada, por meio de um plantio com alta diversidade, após 18 a 20 anos de sua implantação. O estudo foi desenvolvido em uma Floresta Estacional Semidecidual (FES) no município de Iracemápolis estado de São Paulo Sudeste do Brasil (22°35\'S e 47°31\'W). O clima regional é do tipo Cwa segundo a classificação de Köppen, com precipitação variando de 1.100 a 1.700mm por ano. O plantio foi realizado entre 1988 e 1990, em aproximadamente 50ha. Foi realizado um levantamento florístico e fitossociológico de duas áreas com 1,0ha cada, foram amostrados todos os indivíduos com perímetro a altura do peito igual ou maior que 10cm para calculo dos parâmetros fitossociológicos e dos índices de diversidade e de equidade. As espécies amostradas foram classificadas quanto a classe sucessional e a síndrome de dispersão. Foi verificada fisionomia florestal nas duas áreas estudadas. Foram encontrados 2.532 indivíduos vivos, distribuídos em 52,05% na área 1 e 47, 95% na área 2, e estavam distribuídos em 143 espécies, compondo 40 famílias. A altura do dossel foi inferior ao encontrado em remanescentes de FES, porém os índices de diversidade e equidade, bem como a densidade absoluta estiveram entre os valores obtidos para FES. As espécies que apresentaram maior crescimento foram Lafoensia glyptocarpa, Melia azedarach, Pterocarpus violaceus, Centrolobium tomentosum, Cariniana estrellensis, Triplaris americana, Cariniana legalis e Balfourodendron riedelianum na área 1 e Luehea divaricata, Pterogyne nitens, Citharexylum myrianthum e Triplaris americana na área 2. Foram verificados indivíduos com forma de vida vegetais diferentes dos introduzidos assim como espécies arbustivo-arbóreas diferentes das implantadas. A maior parte dos indivíduos regenerantes foi de espécies secundárias iniciais e pioneiras, sendo que as maiores espécies, tanto em altura como em área basal, foram provenientes das espécies plantadas. As duas áreas foram consideradas como restauradas e apresentam características de vegetação secundária. A composição inicial das espécies utilizadas e suas classes sucessionais influenciaram a composição da floresta formada com 18 e 20 anos. A utilização de alta diversidade em plantios de restauração apresenta-se de grande importância para o restabelecimento da estrutura, possibilitando o desenvolvimento dos processos existentes em florestas naturais nas áreas restauradas, especialmente em áreas não conectadas a fragmentos florestais naturais.