Ativação para o autocuidado e sintomas ansiosos e depressivos entre adultos com condições cardiovasculares durante a pandemia pela COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Mendes, Rodrigo Nonato Coelho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-16052023-084257/
Resumo: Introdução: as condições cardiovasculares são responsáveis pela maior taxa de mortalidade entre as Doenças Crônicas Não Transmissíveis no mundo desde antes do curso pandêmico. Depois, com a priorização da segurança biológica em uma crise mundial sem precedentes, por um longo tempo todas as outras condições foram consideradas secundárias. Assim, conhecer o nível de disposição de um indivíduo para obter conhecimentos, habilidades e comportamentos para o auto manejo de sua saúde - ou o nível de Ativação - tem se mostrado fundamental. Os longos períodos de restrições a serviços e profissionais de saúde, exigidos pela segurança biológica, as mudanças de hábitos e os efeitos psicológicos das mudanças sociais poderiam indicar maior vulnerabilidade cardiovascular. Objetivo: investigar possíveis correlações entre as medidas de Ativação, sintomas de Ansiedade e Depressão; investigar associações entre Ativação e presença de comportamentos de risco para saúde de adultos brasileiros com doenças cardiovasculares durante a pandemia de COVID-19. Método: estudo do tipo online survey de abrangência nacional. Os participantes foram recrutados via mídias sociais como Facebook®, Instagram®, WhatsApp® e por e-mails pessoais e institucionais. Um formulário online foi elaborado e disponibilizado para acesso online entre 8/11/2021 a 07/02/2022 com uso da plataforma SurveyMonkey®. As variáveis de interesse foram mensuradas pelas versões brasileiras dos instrumentos Patient Activation Measure® (PAM-13) e da Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Para as análises estatísticas, foram utilizados os testes não paramétricos de Spearman, Mann-Whitney (consumo de álcool e tabagismo) e de Kruskal-Wallis (frequência de atividades físicas regulares). O nível de significância foi de 0,05. Resultados: A amostra final foi composta por 154 participantes. A maioria era do sexo feminino (66,9%;103), da cor branca (68,2%; 105), com mais de 48 anos (38,3%; 59), nível superior completo (40,9%; 63), vivendo com cônjuge ou companheiro(a) (68,8%; 106), provenientes do Sudeste do país (54,6%; 84) e com diagnóstico de hipertensão arterial (77,3%; 119). A média do escore de Ativação foi de 71,6 pontos (D.P.=12,6) com mediana de 69,2 (variando de 30,7 a 100). A maioria se encontrava no nível 4 (77,3%; 119), indicando o maior nível de Ativação. Quanto ao estado emocional, 81,2% (125) apresentaram sintomas de Ansiedade, com média de 10,2 (D.P.=2,7); enquanto 75,3% (116) mostraram sintomas de Depressão, com média de 9,0 (D.P.=2,1). Constatamos correlações negativas e de fracas magnitudes, entre Ativação e Ansiedade (rs = - 0,213, p=0,008) e Ativação e Depressão (rs = - 0,025, p=0,76). Houve associação estatisticamente significante entre Ativação e uso de bebidas alcoólicas (p=0,024) e realização de atividades físicas regulares ao longo da semana (p=0,013) durante a pandemia. Participantes que faziam uso de bebidas alcoólicas e não realizavam atividades físicas possuíam menores escores medianos de Ativação. Conclusões: Embora a maioria dos participantes encontrasse-se no nível quatro de Ativação, tinham sintomas de Ansiedade e de Depressão. Embora a direcionalidade das correlações entre estas medidas fosse inversa/negativa, não constatamos correlações de grau moderado entre Ativação, Ansiedade e Depressão. Por outro lado, participantes com maiores escores de Ativação apresentavam menor frequência de comportamentos nocivos à saúde (alcoolismo e sedentarismo).