A (in)visibilidade nos processos de colonialismo e decolonialidade digital na educação online e remota no Ensino Superior

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mendonça, Helena Andrade
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-06112024-171950/
Resumo: Esta pesquisa investiga processos de colonialismo e decolonialidade digital, observados em cursos de graduação e pós-graduação de duas Instituições de Ensino Superior, que aconteceram na modalidade online, no período da pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021. São analisadas as plataformas utilizadas, como o principal local das aprendizagens, as interações estabelecidas e a estrutura de atividades planejadas, bem como os saberes em jogo, os conteúdos selecionados e o acompanhamento da equipe pedagógica. Os meios digitais podem oferecer possibilidades ou affordances que viabilizam e fomentam (ou não) uma prática dialógica, situada e colaborativa, em consonância com a proposta dos letramentos e alinhada à perspectiva freiriana, na qual o estudante participa ativamente da construção de seu conhecimento e das vivências práticas de letramento crítico digital voltadas à conscientização e à emancipação nas interações com o virtual. O cenário atual da internet se estrutura a partir do colonialismo digital como prática vigente e emergente, diante do controle do fluxo de dados dominado por algumas poucas corporações. A partir das reflexões mobilizadas, discuto caminhos para a decolonialidade digital, considerando as teorizações relacionadas às pedagogias decoloniais e experiências diversas. Essa pesquisa tem natureza qualitativa, de caráter etnográfico (ou netnográfico), e conta com dados gerados nas plataformas utilizadas, na documentação oferecida e a partir das ações de estudantes e professores. Para além da visibilidade aos aspectos mencionados, este trabalho procura promover um convite à ação, com o objetivo de interromper práticas de colonialismo digital e promover o reconhecimento da diversidade, a valorização da ancestralidade, a reconexão e, finalmente, a decolonialidade digital