Eficiência reprodutiva de búfalas leiteiras submetidas a protocolos de IATF à base de P4/E2 e eCG durante as estações reprodutivas favorável e desfavorável

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Monteiro, Bruno Moura
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-24072015-094949/
Resumo: Os objetivos da tese foram comparar a dinâmica folicular e luteínica (Experimento 1), bem como a eficiência reprodutiva (Experimento 2) de búfalas leiteiras submetidas a protocolos de IATF à base de progesterona/estrógeno (P4/E2) e eCG durante as estações reprodutivas favorável (ERF; maio, junho e julho) e desfavorável (ERD; novembro, dezembro e janeiro) do ano. No Experimento 1 foram utilizadas 51 búfalas leiteiras de uma propriedade e no Experimento 2, 351 búfalas leiteiras de 5 propriedades. Para comparar o efeito das ER, cada propriedade teve semelhante número de animais submetidos à IATF nas respectivas ERF e ERD, tanto no Experimento 1 (n=25 vs. n=26) quanto no Experimento 2 (n=168 vs. n=183). Todas as propriedades se localizavam na região do Vale do Ribeira, Estado de São Paulo. Em dias aleatórios do ciclo estral (D-12; 16:00 h), todas as búfalas receberam um dispositivo intravaginal contendo 1 g de P4 (iP4; Sincrogest&reg;, Ourofino Agronegócio) mais 2,0 mg de benzoato de estradiol i.m. (Sincrodiol&reg;, Ourofino Agronegócio). No D-3 (16:00 h), as fêmeas receberam 0,53 mg de PGF2&#945; i.m. (Cloprostenol, Sincrocio&reg;, Ourofino Agronegócio) e 400 UI de eCG i.m. (Novormon&reg; MSD Saúde Animal), seguido de remoção do dispositivo de progesterona. No D-1 (16:00 h), 10 &micro;g de acetado de buserelina (GnRH, Sincroforte&reg; Ourofino Agronegócio) foram administrados i.m. A IATF foi realizada 16 horas após a administração de GnRH (D0; 8:00 h). No D0 foram determinados o intervalo de dias em lactação (DEL) e o escore de condição corporal das fêmeas (ECC; 1-5). Avaliações ultra-sonográficas (Chison D600Vet, China) foram realizadas no Experimento 1 para determinar: diâmetro do folículo dominante entre a retirada do iP4 e a IATF (&#216;FD), o diâmetro do folículo ovulatório (&Oslash;FO), o momento da ovulação, a dispersão das ovulações, a presença e o diâmetro do corpo lúteo (&#216;CL) após a ovulação. No Experimento 2, determinaram-se a taxa de ciclicidade (presença de corpo lúteo no D-12 e/ou no D-3); o diâmetro do folículo dominante nos D-3 e D0 (&#216;FD); a taxa de ovulação e diâmetro do corpo lúteo 10 dias após a IATF (&#216;CL D+10); os diagnósticos de gestação aos 30 (P/IA 30 d) e 45 dias (P/IA 45 d) após a IATF, além da taxa de mortalidade embrionária (ME) entre 30 e 45 dias, a mortalidade fetal (MF) entre 45 dias e o nascimento e a perda gestacional (PG) entre 30 dias e o nascimento. As variáveis contínuas foram apresentadas como média e erro padrão da média (média±EPM) e as frequências como porcentagem [% (n/n)]. A comparação entre as variáveis foi realizada por análise de variância (ANOVA), por meio do programa SAS&reg;. Foi considerada diferença quando P < 0,05. No Experimento 1, observou-se que a dinâmica ovariana não foi influenciada pelas respectivas ERF e ERD para as seguintes variáveis: &#216;FD (0 h 10,3±0,4 vs. 9,9±0,5 mm; 24 h 11,8±0,5 vs. 12,0±0,4; 48 h 12,8±0,5 vs. 13,2±0,4; e 60 h 13,8±0,6 vs. 13,1±0,5; P=0,80); &#216;FO (14,3±0,4 vs. 14,2±0,3 mm; P=0,94); momento da ovulação (76,5±1,9 vs. 72,0±2,5 h; P=0,85); dispersão das ovulações (24 |- 48 h 0,0 vs. 0,0%; 48 |- 60 h 12,5 vs. 37,5%; 60 |- 72 h 41,7 vs. 33,3%; 72 |- 84 h 41,7 vs. 25,0%; 84 |- 96 h 4,2 vs. 0,0%; e 96 |- 108 h 0,0 vs. 4,2%; P=0,18) e &#216;CL (D+6 17,3±0,5 vs. 16,9±0,4; D+10 21,5±0,6 vs. 18,4±0,5; e D+14 20,6±0,6 vs.19,9±0,6; P=0,06). No Experimento 2, pôde-se observar que apesar das búfalas apresentarem semelhança em DEL (111,1±8,8 vs. 144,3±8.6 dias; P=0,27) e ECC (3,3±0,0 vs. 3,3±0,0; P=0,41) nas respectivas ERF e ERD, houve diferença nas taxas de ciclicidade [76,2 (128/168) vs. 42,6% (78/183); P=0,02]. Nenhuma das outras respostas diferiu entre as ERF e ERD, respectivamente: &#216;FD D-3 (9,6±0,2 vs. 9,8±0,2 mm; P=0,35); &#216;FD D0 (13,1±0,2 vs. 13,2±0,2 mm; P=0,47); taxa de ovulação [86,9 (146/168) vs. 82,9% (152/182); P=0,19]; &#216;CL D+10 (19,0±0,3 vs. 18,4±0,3 mm; P=0,20); P/IA 30 d [66,7 (112/168) vs. 62,7% (111/177); P=0,31]; P/IA 45 d [64,8 (107/165) vs. 60,2% (106/176); P=0,37]; ME [1,8 (2/111) vs. 3,6% (4/110); P=0,95]; MF [21,9 (18/82) vs. 8,0% (7/87); P=0,13]; e PG [23,8 (20/84) vs. 12,1% (11/91); P=0,13]. Foi possível concluir que búfalas leiteiras apresentam semelhantes respostas ovarianas ao protocolo de sincronização e equivalente eficiência reprodutiva nas ERF e ERD do ano, quando submetidas a programas de IATF à base de P4/E2 e eCG.