Regras para o parque lacaniano, contraintes do discurso psicanalítico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva Filho, Estanislau Alves da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-12082021-215040/
Resumo: Desde que Lacan circunscreveu o discurso analítico em seu Seminário 17, sobre o avesso da psicanálise, muitos trabalhos se dedicaram ao estudo e ao esclarecimento deste epíteto, doravante, tido como medular à prática freudiana. Entretanto, cem mil confusões se criaram entre o psicanalítico e o lacanês, entre o lacanismo e o sofístico, entre o ético e o clínico. Não de graça, ficou difícil destacar o peculiar do discurso analítico, com relação ao científico ou ao artístico, por exemplo, e mais duro ainda circunscrever o que seria da ordem de um laço psicanalítico, o laço social decorrente do e inerente ao discurso analítico, sem se delimitar ao dito dispositivo da relação do setting de atendimento tradicional. Mas seria de interesse dissolver tais confusões? Ou poderia ser útil buscar incrementá-las? Certamente, a mistura do discurso lacaniano ao cerne da prática freudiana vem rendendo amplo campo de trabalho e fórum de discussões, alargando e problematizando os limites e os traços distintivos da Coisa e da Causa, isto é, da Cousa. Mais humildemente, se poderia tentar destilar dimensões do procedimento analítico desde Lacan, através de pontual análise de algo da sua forma de teorizar, de algo da dinâmica de sua institucionalização e algo de seu modo peculiar de se relacionar com a verdade. E é esse o intuito deste trabalho, que se propõe a percorrer ensaios que tematizariam respectivamente (entre mais), a tautologia base da forma de Lacan , o grupo e o laço social na instituição de Lacan e para além e a sofística com a expectativa de que o pareamento desta última com a psicanálise sirva de elucidação no tocante ao funcionamento do discurso analítico e seus efeitos, em intensão e extensão. Ao final destes, uma precipitação se espera, na aparência de uma depreensão do que veio antes, mas na constituição de uma síntese proponente das restrições que um discurso analítico impõe enquanto regras de um jogo do qual não se pode sair impune