Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Soprani, Juliana |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-09052023-123052/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: A asma é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 262 milhões de pessoas no mundo, sendo responsável pela morte de até seis pessoas ao dia no Brasil. Programas de cuidado farmacêutico em asma contribuem para o uso correto dos medicamentos e controle da doença, podendo-se utilizar aplicativos móveis como ferramenta para auxiliar no auto manejo e no monitoramento do controle. Embora o número desses aplicativos esteja aumentando, há poucos estudos sobre sua utilização e impacto clínico nos pacientes. O objetivo deste estudo é avaliar a utilização de um aplicativo móvel para monitoramento e auto manejo de sintomas em pacientes adultos com asma, com suporte de atendimento clínico farmacêutico, comparando sua utilização ao seguimento habitual através da medida do Questionário de controle da asma com seis itens (ACQ-6) e ainda avaliar a influência da orientação do farmacêutico entre os grupos e o acesso ao medicamento durante o período do estudo. MÉTODOS: Trata-se de um estudo prospectivo e controlado, no qual os participantes foram randomizados em dois grupos paralelos para seguimento farmacoterapêutico de 12 semanas, com uma visita de manutenção após 30 dias (±5) da visita inicial (V1) e uma visita final após 90 dias (±5) da V1. 16 pacientes foram alocados ao grupo controle e 24 ao grupo intervenção, sendo o grupo controle monitorado através de medidas semanais do ACQ-6 e o grupo intervenção através da utilização do aplicativo Asma ChecAPP. O farmacêutico realizou intervenções relacionadas ao uso correto dos medicamentos, adequação da técnica inalatória, e orientações quanto a necessidade de procurar auxílio médico. Dificuldades pontuais com falta de medicamento na farmácia também foram contabilizadas. Foram coletadas informações demográficas, histórico de saúde, histórico medicamentoso e alérgico, e medidas do pico de fluxo expiratório (PFE). RESULTADOS: Concluíram o estudo 13 pacientes do grupo controle e 20 pacientes do grupo intervenção. Não houve alterações significativas na evolução das medidas semanais do ACQ-6 e do escore do Asma ChecAPP, avaliados pela mediana, porém a proporção de pacientes que se mantiveram na faixa de controle, utilizando-se o ponto de corte do ACQ-6, foi maior nos pacientes do grupo intervenção quando comparado ao grupo controle (p<0,0001). Não houve diferença na ocorrência de exacerbações entre os grupos. A mediana de intervenções farmacêuticas (IF) por paciente foi maior no grupo controle do que no grupo intervenção (p=0,03), sendo a correção da técnica inalatória a IF mais realizada em ambos os grupos. Não houve diferença entre os grupos quanto a ocorrência de falta pontual de medicamentos na farmácia. CONCLUSÕES: Não identificou-se diferenças significativas nas variações das medidas de controle de ambos os grupos, porém verificou-se um maior nível de controle nos pacientes do grupo intervenção. O grupo controle necessitou de mais IF por paciente e não houve diferenças quanto ao acesso ao tratamento. O monitoramento clínico feito por um seguimento farmacoterapêutico possibilita a identificação de piora no controle clínico e a realização de IF que contribuam para o reestabelecimento do controle, bem como a manutenção de uma interface farmacêutico-médico para resolução de descontrole persistente |