Reino de Gaza: o desafio português na ocupação do sul de Moçambique (1821-1897)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Santos, Gabriela Aparecida dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-24102007-144310/
Resumo: Essa dissertação tem como proposta analisar o desenvolvimento do colonialismo português, com seus avanços e retrocessos, e entender como a formação de uma ordem política africana, centralizada e autônoma, se contrapôs às iniciativas efetivas de colonização portuguesa no sul de Moçambique em 1895. Após a Conferência de Berlim (1884-1885), acirraram-se as disputas pelos territórios africanos e a posse da província de Moçambique viu-se seriamente ameaçada pelo interesse britânico e por seu projeto expansionista de ligar o Cairo ao Cabo. Nesse contexto, o anseio britânico em anexar o sul de Moçambique, escoadouro natural de toda a produção da África do Sul, nessa época uma colônia inglesa, resultou no envio de representantes ao poder que parecia desafiar e sobrepor ao de Portugal na região - o do Reino de Gaza. Diante da ameaça crescente à posse da província, o governo português reuniu esforços concentrados enviando as tropas encarregadas de subjugar o Reino de Gaza e garantir a ocupação efetiva desse território. A pesquisa percorreu o período entre 1821 e 1897 que, submetido à análise, fornece as bases necessárias à compreensão de como a presença portuguesa passou de acuada a ofensiva e de como o movimento migratório nguni no começo do século XIX gerou um Reino africano soberano capaz de ameaçar a posse de Moçambique por Portugal. O objetivo é compreender como, em conjunto, esses processos desenvolveram-se, modificaram-se mutuamente e engendraram transformações profundas tanto para os projetos portugueses como para as populações africanas dessa área.