Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Jacomino, Leonardo Nantes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-09082024-101947/
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Resumo: |
A parceria entre Saúde e Educação não é novidade para nenhum destes setores. A escola sempre foi vista como um espaço privilegiado para o desenvolvimento de atividades relacionadas a saúde. O ambiente escolar foi palco de diversos modelos ao longo dos anos, e marcado por diferentes abordagens. A conferência internacional de Saúde realizada em Ottawa (1986) no Canada veio trazer uma nova forma de pensar saúde, ressignificando os conceitos de saúde, permitindo ampliação da concepção de Saúde. Por conseguinte, avançou-se na reflexão da Saúde no ambiente escolar e nos novos referenciais prezando pela valorização da qualidade de vida, da autonomia do sujeito, da tomada de consciência dos sujeitos quanto à saúde individual e coletiva, dos direitos dos cidadãos. Nesse sentido, foi institucionalizado o Programa Saúde na Escola (PSE), que visa a integração e articulação permanente desses setores: saúde e educação. Diante dessa importante articulação essa pesquisa busca analisar a perspectiva dos professores sobre as ações do Programa Saúde na Escola (PSE) e sua relação com a formação integral dos estudantes, preconizada pelo PSE. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentado na abordagem histórico-cultural de Vigotski. Foram realizadas entrevistas com sete professores que atuam na rede pública municipal de ensino de um município do interior paulista no Vale do Médio Tietê. Utilizouse do método analítico qualitativo proposto por Braun e Clarke para organização dos resultados. Os resultados foram organizados em cinco temas: 1) Diretrizes do PSE: uma relação antagônica entre os pares; 2) Predominância da visão biomédica nas atividades da saúde na escola; 3) \"Pisando em ovos\": crítica ao papel da família; 4) Formação integral no contexto do PSE; 5) Repercussão da pandemia da Covid-19 no ambiente escolar: saúde e educação. Nota-se desconhecimento e distanciamento das ações do PSE por parte dos professores, e que, por muitas vezes, eles são executores de um planejamento hierarquizado. O foco das ações realizadas na escola apresenta predominância da visão biomédica, tendo o professor como \"reforçador de conteúdo\" dos profissionais da saúde. Falar de saúde na escola é tema espinhoso e exige agir com cautela evitando conflitos com as famílias, acentuando um distanciamento entre escola-família. A parceria entre Escola e Saúde, no contexto do PSE pode oferecer uma importante contribuição para o desenvolvimento integral do estudante, muito além dele não ficar enfermo. O contexto pandêmico repercutiu e impactou o ambiente escolar, acentuando a importância da Saúde e Escola caminharem juntas no ambiente escolar. Nesse sentido, faz-se necessário compreender a perspectiva que os professores construíram em relação à saúde e educação. Ela é permeada por processos históricos, sociais e culturais e é construída nas diversas interações que ocorreram na vida. Mesmo acentuada a distância entre os setores da Saúde e Educação, há a compreensão da escola como espaço privilegiado e transformador para o desenvolvimento de temas ligados a Saúde. |