Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Araujo, Franciele Rodrigues |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42134/tde-02122022-161132/
|
Resumo: |
A utilização de fármacos imunossupressores é fundamental para a sobrevida de pacientes com inúmeras desordens, como doenças autoimunes e a doença inflamatória intestinal, e para evitar a rejeição de órgãos após transplantes. O número de mulheres que engravidam sob tratamento com esses fármacos tem aumentado muito nos últimos anos, embora as informações referentes ao potencial de toxicidade destes fármacos sobre o feto e a placenta ainda sejam limitadas. Neste contexto, o objetivo central foi investigar o impacto do fármaco imunossupressor Azatioprina sobre os vilos coriônicos de placentas humanas, no que tange à vitalidade destas células e à produção de citocinas pró-inflamatórias. Dado o potencial citotóxico deste fármaco, nossa hipótese é que seu uso pode comprometer a homeostase das células placentárias, que sinaliza ao sistema imune materno com a liberação de IL-1β e IL-18. Materiais e Métodos. Foram utilizados vilos coriônicos dissecados de placentas de gestantes consideradas saudáveis por exames clínicos e bioquímicos, coletadas no Serviço de Obstetrícia da Faculdade de Medicina e no Hospital Universitário, da Universidade de São Paulo. Os vilos coriônicos foram cultivados em meio DMEM suplementado com soro bovino fetal, a 37oC, em condições de umidade e com 5% CO2. As culturas foram tratadas com o fármaco imunossupressor Azatioprina em concentrações que variaram de 0 a 100 ng/mL, por 24 horas. As análises das amostras incluíram a avaliação de atividade metabólica mitocondrial pelo ensaio de MTT, taxas de morte celular pela atividade da enzima LDH, morfologia dos vilos após cultivo e exposição ao fármaco e também a expressão de IL-1β, IL-18 e de Caspase-1 clivada por Western Blotting. Resultados. A presença de azatioprina no meio de cultura reduziu a atividade metabólica mitocondrial dos explantes placentários (p<0.05), assim como aumentou as taxas de injuria celular (p<0.05) em comparação com as amostras do grupo controle. A presença de azatioprina também induziu a expressão de IL-1β e IL-18 concomitante à ativação de caspase-1 (p<0.05). Conclusão. Os dados obtidos sugerem que a presença da azatioprina no meio de cultura causou um microambiente citotóxico que interferiu com o metabolismo dos vilos coriônicos induzindo injuria e ativando a produção de citocinas pró-inflamatórias. Estes dados mostram que a Azatioprina pode alterar a homeostase das células placentárias e sugerem que a produção de IL-1β e IL-18 pode estar atuando como sinalizadores deste desequilíbrio. |