"O produtor familiar rural e a dinâmica econômica e social do espaço rural da região de Presidente Prudente nos anos 1980-90"

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Medeiros, Célia Maria Santos Vieira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-19032004-172610/
Resumo: Essa pesquisa objetiva compreender a dinâmica espacial do Sudoeste Paulista, através de abordagem econômica e social do espaço rural, analisando e refletindo sobre o universo da produção agrícola familiar e as possibilidades futuras deste setor frente às políticas públicas, as possíveis mudanças no dinamismo regional, e os limites que os mesmos têm enfrentado com relação à estrutura fundiária, à produção, à comercialização, aos recursos financeiros, ao acesso à tecnologia, à assistência técnica, sua representação e atuação em associações, cooperativas, sindicatos e outras entidades. As áreas pesquisadas fazem parte do Escritório de Desenvolvimento Rural de Presidente Prudente, composto de 21 municípios, entre os estratos de área de até 100 hectares. No levantamento de campo foram entrevistados produtores rurais, destacando-se questões ligadas à unidade de produção, bem como à unidade social dos agricultores familiares. A região estudada, embora apresente, desde sua formação histórica, alta concentração fundiária de caráter capitalista, com predomínio da atividade pecuária de corte extensiva, não levou, necessariamente, ao desaparecimento das unidades de produção familiares, fossem elas pequenas ou médias. Tampouco levou a uma homogeneização da produção; antes, observa-se uma dinâmica que muitas vezes inclui múltiplos caminhos, os quais proporcionam uma adaptação contraditória frente às novas circunstâncias sociais e de produção. Com relação às políticas públicas para o setor destacado neste estudo, verifica-se que o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar não foi, até agora, suficiente para atender, de forma eficaz, os produtores familiares. A comercialização indireta da produção e a insegurança com relação aos preços foram fatores destacados, entre outros aspectos, como limitantes para o produtor familiar, que mostrou resistência em adotar formas de organização social que pudessem protegê-lo. Entretanto, através de estratégias, esses produtores têm sido os responsáveis por parte significativa da produção agropecuária regional, bem como da absorção de mão-de-obra no campo. Neste sentido, analisando-se processos sociais concretos, apreendem-se a diversidade e a complexidade de possibilidades neles contidas, podendo, então, apontar caminhos que possam trazer transformações ao dinamismo regional.