Estudo in vitro do potencial estimulatório do extrato de semente de uva (GSE) na atividade funcional e na expressão gênica de células odontoblastoides da linhagem MDPC-23

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Rezende, Patricia Helena Colbachini
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58138/tde-29082018-142329/
Resumo: Apesar da capacidade regenerativa da dentina já ser bem estabelecida, este processo pode ser insuficiente no caso de injúrias decorrentes de traumas e/ou lesões cariosas extensas, podendo levar à exposição pulpar e perda de sua vitalidade. Assim, pesquisas recentes no campo da engenharia tecidual têm identificado materiais e substâncias que poderiam ser utilizadas como biomodificadores da dentina e auxiliares na regeneração do complexo dentina-polpa. Entre eles estão os extratos ricos em proantocianidina, um composto fenólico bioativo presente no extrato de semente de uva (GSE). Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial estimulatório de quatro concentrações crescentes do GSE na atividade funcional de células odontoblastoides. Foram utilizadas células de camundongo da linhagem MDPC-23, cultivadas em garrafas de cultura até a subconfluência. Em seguida, as células foram cultivadas em placas de 24 poços em uma concentração de 104/poço e divididas em cinco grupos: células sem adição do GSE, células + 0.1 µg/mL de GSE; células + 1 µg/mL de GSE; células + 10 µg/mL de GSE; células + 20 µg/mL de GSE. Após 3, 7 e 10 dias, foram analisados os seguintes parâmetros: proliferação e viabilidade celular, detecção e atividade de fosfatase alcalina, quantidade de proteína total, detecção e quantificação de nódulos mineralizados, expressão quantitativa dos genes Alp, Col1a1 e Dmp1 por meio de PCR em tempo real e sua expressão proteica correspondente por meio de imunolocalização. Os dados obtidos foram analisados quanto à normalidade e submetidos aos testes estatísticos ANOVA e Kruskal-Wallis, com nível de significância estabelecido em 5%. Os resultados mostraram proliferação e viabilidade celular com as concentrações mais baixas de GSE (0,1 e 1 µg/mL), assim como a atividade de síntese de proteínas totais e da fosfatase alcalina. A deposição de nódulos mineralizados foi significativamente maior com a concentração de 1 µg/mL do extrato. Esta mesma concentração favoreceu a expressão quantitativa dos genes Alp, Col1a1 e Dmp1 e a secreção das proteínas correspondentes vistas por imunolocalização. Conclui-se que baixas concentrações do extrato de semente de uva podem influenciar e favorecer a atividade de células odontoblastoides, contribuindo para a regeneração dentinária, devido à suas características antioxidantes e biomineralizadoras