Modulação do fenótipo de resistência a múltiplas drogas por lipoproteínas em células de sarcoma uterino resistente à doxorrubicina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Celestino, Andrea Turbuck
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5159/tde-05042010-170939/
Resumo: O desenvolvimento de resistência a múltiplas drogas na terapêutica do câncer é um importante obstáculo para o tratamento efetivo. Os mecanismos de resistência a múltiplas drogas ocasionam a redução intracelular de agentes quimioterápicos e, por conseqüência, estão envolvidos no fracasso no tratamento do câncer. Os principais genes envolvidos neste fenômeno são: o gene MDR1(multiple drug resisctance), que codifica uma glicoproteína de alto peso molecular, a P-gp; o gene MRP1, que codifica uma glicoproteína de 190 Kda, denominada proteína associada à resistência a múltiplas drogas; e o gene da LRP (proteína relacionada à resistência de pulmão). Alguns estudos sugerem que o colesterol pode estar envolvido diretamente com o fenômeno de resistência a múltiplas drogas, e que os lipídeos podem influenciar várias e complexas funções no MDR, por afetarem o transporte de drogas através da membrana plasmática. Além disso, células tumorais tem maior necessidade de colesterol devido a uma taxa de multiplicação mais elevada que as células normais. Neste estudo analisou-se a expressão dos genes MDR1, MRP1 e LRP em células de sarcoma uterino resistentes à doxorrubicina, e a influência de lipoproteínas. Houve aumento da expressão dos genes MDR1, MRP1 e LRP nas células tratadas com a LDL, sendo mais expressivo o gene MDR1. A HDL diminuiu a expressão dos genes MRP1 e LRP. No entanto, o gene MDR1 teve sua expressão diminuída somente em concentrações maiores. As células cultivadas em meio sem soro fetal apresentaram um elevado aumento na expressão destes genes. Em conclusão, as lipoproteínas podem modular a expressão dos genes MDR1, MRP1 e LRP e, assim, atuar na resistência a múltiplas drogas.