Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Gaspodini, Icaro Bonamigo |
Orientador(a): |
Falcke, Denise |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Psicologia
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Departamento: |
Escola de Saúde
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/10227
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Resumo: |
Nesta pesquisa, investigou-se como crenças e atitudes de psicólogos/as e o conhecimento psicológico se relacionam com preconceito contra diversidade sexual e de gênero, especialmente na prática clínica. Três estudos foram realizados. No Estudo I, uma revisão sistemática da literatura (2006-2016) mostrou que a maioria dos estudos psicológicos brasileiros sobre preconceito negligenciam orientações sexuais diferentes da homossexual, bem como identidades ou expressões de gênero não cisgêneras. Alguns utilizaram linguagem inadequada e incorreram na reprodução de preconceitos. No Estudo II, investigou-se o preconceito contra diversidade sexual e de gênero em 497 psicólogos/as brasileiros/as, de 22 dos 23 Conselhos Regionais de Psicologia. Os/as participantes apresentaram média baixa, porém preocupante, por se tratar de uma medida extrema. Quando investigado em relação a crenças pessoais sobre a natureza da diversidade, o preconceito mostrou-se mais associado a explicações psicológicas, tais como perversão ou má resolução de conflitos com figuras parentais. No Estudo III, explorou-se de que maneira questões de diversidade sexual e de gênero aparecem e são vivenciadas por 14 psicólogas de cinco cidades do Rio Grande do Sul. Encontrou-se percepção de despreparo, presença de conhecimentos patologizantes na formação, crenças e atitudes preconceituosas, uso de linguagem de inadequada e práticas clínicas patologizantes. Esta dissertação mostra que, se psicólogos/as conduzem suas práticas clínicas com base em sua formação, em conjunto com suas crenças e atitudes pessoais, então a combinação entre conhecimento psicológico patologizante e crenças e atitudes preconceituosas resultam em prováveis agravos à saúde mental do público LGBT. Ainda que a manifestação de preconceito tenha sido atenuada em todos os estudos devido a características amostrais e de delineamento, considera-se preocupante a presença de preconceito em todos os âmbitos psicológicos investigados: na literatura, na formação, na prática clínica e nos/as próprios/as profissionais. |