Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Vieira, Lêda Rodrigues |
Orientador(a): |
Harres, Marluza Marques |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em História
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Departamento: |
Escola de Humanidades
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/13599
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Resumo: |
O transporte ferroviário foi relevante no cenário social, econômico e cultural das cidades e povoados piauienses durante os anos de 1916 a 1980, principalmente de Teresina e Parnaíba. O trem de ferro ainda faz parte do cotidiano da população de Teresina (com a presença do metrô urbano e o trem de carga), enquanto nas demais cidades do norte do Estado, a partir da década de 1970, passou a se preocupar com discursos, de um lado, que lutavam em prol das ferrovias e, do outro, receosossobre o fim desse transporte, até se concretizar quando ocorre a paralização da ferrovia na década de 1980. No sentido de compreender esse cenário de decadência do transporte ferroviário brasileiro, principalmente a situação da Estrada de Ferro Central do Piauí, tomando como base as cidades de Teresina e Parnaíba, analisamos o processo de criação e, posterior desativação da Rede Ferroviária Federal S.A., principalmente a entrada da empresa estatal no Programa Nacional de Desestatização e, depois da privatização ocorre o processo de liquidação, extinção e inventário dos bens móveis e imóveis da empresa. Além disso, analisamos a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) quanto ao patrimônio ferroviário e as políticas públicas de proteção dos bens patrimoniais da Estrada de Ferro Central do Piauí, sobretudo em Teresina e Parnaíba, bem como, as possibilidades de pensar a patrimonialização do acervo fotográfico e das memórias orais de trabalhadores ferroviários como patrimônio imaterial ferroviário. Para isso, foram realizadas leituras de estudos acerca da história das ferrovias e do patrimônio ferroviário como as dos autores Francisco Foot Hardman (2005), Manoel Rodrigues Ferreira (2008), Dilma Andrade de Paula (2000), Anna Eliza Finger (2009), Maria Cecília Londres Fonseca (2017) e Maria Emília Lopes Freire (2017). As fontes foram constituídas por: jornais (O Piauí (1950-1960), O Dia (1951-1990), Diário Oficial (1930-1960), Inovação (1977-87), Folha do Litoral (1964-71) Norte do Piauí (1967 e 1968, 1970 e 1973)), periódicos (Almanaque da Parnaíba (1924-1990) e jornal O BemBem), mensagens de governo e relatórios anuais e anuários estatísticos da Rede Ferroviária Federal S.A, publicados pela empresa no período de 1958 a 1990, fotografias, fontes orais e documentações contidas nas pastas de assentamento individual de funcionários da RFFSA, em São Luís (MA), especialmente de ex-ferroviários que trabalharam na antiga Estrada de Ferro Central do Piauí. O recorte temporal da pesquisa abrange os anos de 1957 a 2007 marcado pelas transformações políticas, econômicas e culturais que culminaram no processo de desestímulo e desativação do transporte ferroviário no Brasil. Essa perspectiva temporal se justifica por ser o período que contempla a consolidação da malha ferroviária em poucas empresas públicas e erradicação de ramais antieconômicos como, por exemplo, a Estrada de Ferro Central do Piauí, ocasionando aposentadoria e/ou transferência para o Maranhão de muitos funcionários a partir da desativação dos trabalhos da ferrovia no norte do Piauí. Além do aumento da utilização dos transportes rodoviários por parte da população das cidades piauienses, os novos usos e o abandono de grande parte das estruturas ferroviárias, perspectivas ainda não aprofundadas na historiografia sobre o patrimônio ferroviário piauiense. |