Desenvolvimento e preservação na criação do Complexo Industrial Portuário de Suape

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: PEDROSA, Fred Rego Barros
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de História
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em História
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/6946
Resumo: Esta pesquisa propõe analisar uma série de documentos produzidos por intelectuais, por entidades científicas e pelos órgãos do Estado que discutiam a questão ambiental na região de Suape durante os anos de 1973 a 1980, em plena Ditadura Militar em Pernambuco. A questão ecológica foi vista durante a execução do projeto de construção do Complexo Industrial Portuário de Suape (CIPS) como um empecilho para o desenvolvimento da política de incentivo à industrialização pernambucana. Políticos e técnicos ligados ao Estado creditavam a importância do projeto para o desenvolvimento econômico do estado. Em contrapartida, cientistas e professores universitários faziam uma série de críticas referente a proteção do meio ambiente local. Referenciamos este trabalho na historiografia da Ditadura Militar de 1964-1985, que analisa o modelo econômico de incentivo à exportação com a criação de complexos industriais. Analisamos também a historiografia do pensamento ambiental, tanto no Brasil quanto no mundo, que defendia uma redução dos impactos que o processo de industrialização traz ao meio ambiente apresentando vários casos de desastres ecológicos que causaram doenças e as mortes de milhares de pessoas. Concluímos que as propostas de preservação do patrimônio ambiental de Suape, levantadas pelo ativismo ambiental, dialogavam com o pensamento da época. Concluímos que, mesmo durante o regime autoritário de 1964-1985, o ativismo ambiental pernambucano conseguiu dialogar com o Estado para criar medidas de preservação da área de Suape sem que elas inviabilizassem a execução do projeto inicial.