Análise semi-quantitativa da prova cruzada por citometria de fluxo no transplante renal : determinação de pontos de corte e impactos clínicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Ramos, Priscila de Moraes
Orientador(a): Jobim, Luiz Fernando Job
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/186144
Resumo: Introdução: Testes de histocompatibilidade são indispensáveis para viabilizar o transplante renal. A prova cruzada por citotoxicidade dependente de complemento (CDC) tem sido a técnica padrão para avaliar risco imunológico pré-transplante, no entanto, a prova cruzada por citometria de fluxo (FCXM) possui benefícios adicionais, como maior sensibilidade e análise semi-quantitativa através do Median Channel Shift (MCS). Objetivo: Definir pontos de corte de MCS baseado em correlação inter-técnicas e desfechos clínicos pós-transplante. Método: Estudo retrospectivo com pacientes candidatos a transplante renal no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, entre janeiro/2016-agosto/2017. Foram avaliadas 1705 provas cruzadas e 221 pacientes submetidos ao transplante. Resultados: A FCXM, relacionada ao CDC, apresentou sensibilidade=87%(FCXM-T) e 90%(FCXM-B), e VPN=98% para ambos. FCXM-B apresentou especificidade=43%, relacionada aos casos CDC-/FCXMB+. FCXM-T e -B detectaram 53% e 76% dos casos de DSA≥5001 (Donor Specific Antibody). MCS apresentou desempenho satisfatório em detectar CDC+ (AUC/IC): MCST=0,909(0,886-0,933) e MCSB=0,775(0,724-0,826). Pontos de corte de MCST=245 e MCSB=282 apresentaram melhor predição de CDC+. Não houve diferença na função do enxerto de pacientes transplantados com FCXM+. Apenas 30% das FCXM+ estiveram diretamente relacionadas com DSA pré-tx. No entanto, episódios de rejeição foram mais frequentes no grupo FCXM+vs.FCXM- (95%vs.86%, p=0,04). Conclusão: É possível calibrar o MCS baseado no CDC+, no entanto, significa um risco em termos da não detecção de anticorpos de baixo título. A FCXM+, em curto prazo, não deve ser por si só um fator impeditivo para o transplante. A análise conjunta do MCS e DSA parece ser uma boa ferramenta de seleção dos receptores renais.