Aspectos eco-evolutivos da sinalização visual na comunicação intraespecífica de anfíbios anuros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Souza, Raissa Furtado
Orientador(a): Hartz, Sandra Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/198979
Resumo: Em anuros, a sinalização visual é principalmente relacionada ao hábito diurno, à reprodução em ambientes ruidosos (que podem reduzir a eficiência dos sinais acústicos) e à coloração corporal conspícua. Tais atributos diferem dos estados ancestrais previstos para o grupo – hábito noturno, reprodução em poças e coloração críptica. Nesta tese, primeiramente, eu reivindiquei mais atenção a este comportamento inexplorado dos anuros descrevendo o rico repertório visual de uma espécie Neotropical. Em segundo lugar, discuti a importância de distinguir pistas visuais (e.g., atividades deslocadas) de sinais visuais (com função de comunicação) empregando um método com apresentações de espelhos em três espécies de hilídeos Neotropicais. Em terceiro, eu utilizei duas abordagens para testar o trade-off entre pistas visuais e sinais acústicos a nível de indivíduo e espécie, descobrindo que pistas visuais não são uma alternativa, mas provavelmente, um complemento à sinalização acústica em anuros. Finalmente, em uma revisão, compilei pistas e sinais visuais previamente descritos para 159 espécies de anuros e realizei análises comparativas para testar os efeitos da filogenia, do ambiente e da coloração sobre a variação do repertório visual. Concluí que as pistas visuais parecem evoluir independentemente em diferentes linhagens, provavelmente como atividades deslocadas, não submetidas a forte seleção. No entanto, em algumas linhagens específicas, tais pistas tornaram-se sinais visuais verdadeiros, que evoluem por seleção fracamente mediada pelo ambiente, mas não pela coloração corporal.