Estudo da relação entre melhores empresas para se trabalhar e desempenho econômico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Busatto, Glauber Rui
Orientador(a): Kliemann Neto, Francisco Jose
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
DEA
B3
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/224340
Resumo: A relação entre investimentos em Recursos Humanos (RH) e retorno econômico-financeiro tem sido objeto de diversos estudos. Porém, maiores aportes de capitais em ativos intangíveis, como é o caso do intelectual, não são de fácil mensuração quando se busca sua relação com a rentabilidade. Algumas das alternativas encontradas para avaliação de melhores práticas de gestão de pessoas são os rankings de melhores empresas para se trabalhar, difundidos a partir da década de 1990. Esse tipo de ranqueamento busca traduzir aspectos mais voltados à parte humana da relação trabalhador e empregador, como clima organizacional, ambiente colaborativo, avaliação de desempenho e planejamento de carreira. Adicionalmente, existem dificuldades de traçar relações entre melhores práticas de gestão humana e desempenho econômico-financeiro, até pela diversidade de setores e de momentos econômicos de cada empresa. Este estudo pretende apresentar subsídios à avaliação do desempenho das empresas de excelência em gestão de pessoas, por meio da análise de demonstrações financeiras. O objetivo da dissertação é verificar se as melhores empresas de capital aberto apontadas pelos rankings de ‘melhores para se trabalhar’ conseguem traduzir essa vantagem em um melhor desempenho econômico-financeiro. Para tanto, identificou-se na literatura uma ferramenta para este tipo de estudo, a Análise Envoltória de Dados ou Data Envelopment Analysis (DEA), que preenche a lacuna da ausência de um ranking de melhores práticas financeiras, tendo sido desenvolvida justamente para determinar ordenações a partir de índices de eficiência. Sendo assim, faz-se uma revisão sobre os rankings de melhores empresas para se trabalhar, tal como se detalham os principais indicadores de desempenho utilizados nas análises contábeis das companhias de capital aberto. Na sequência, as informações extraídas das publicações das empresas selecionadas são utilizadas na proposição de uma metodologia de aplicação, via DEA. O método presume a seleção das empresas listadas na Bolsa de Valores e que foram citadas nos quatro principais rankings de boas empresas para trabalhar publicados no Brasil, entre os anos de 2016 e 2019. A partir dessa seleção inicial, são calculados indicadores de desempenho econômico-financeiro das companhias selecionadas. Os frutos deste estudo demonstram as potencialidades da utilização da DEA para avaliação de desempenho econômico-financeiro, proporcionando um método de ranqueamento entre as unidades da amostra. Quando analisados segmentos específicos de mercado, existem indícios de prevalência das melhores empresas para se trabalhar também sob uma perspectiva de resultado econômico-financeiro. Para os setores de Energia Elétrica, de Infraestrutura e Indústria, e de Varejo, foram encontrados coeficientes de correlação de 0,86, 0,60 e 0,71, respectivamente, demonstrando a existência de relação causal entre as variáveis analisadas.