Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Silva, Giliad de Souza |
Orientador(a): |
Maldonado Filho, Eduardo Augusto de Lima |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/168598
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Resumo: |
É possível partir estritamente de Marx para definir inflação? Em que pese não haver uma definição precisa em suas obras sobre tal fenômeno – até porque, em sua época, este não era uma preocupação econômica relevante – acredita-se que seu método e formulações teóricas são as que melhor possibilitam entender a realidade econômica complexa e seus fatos constitutivos. Não haveria de ser diferente com a inflação, e ela é entendida como o processo pelo qual a moeda legal se desvaloriza e passa a expressar uma quantidade menor de valor. A moeda perde poder de compra e passa adquirir menos produtos por causa dessa corrosão. Isto se reflete num aumento do nível geral de preços. A inflação deve ser entendida por esse prisma, e para trazer uma alternativa à interpretação deste fenômeno, faz-se necessário expor inicialmente a teoria monetária de Marx. Este é o objetivo central da tese: apresentar uma possibilidade de explicação para o fenômeno da variação de preços, sobretudo a inflação, numa perspectiva orgânica e histórica, tendo por base a teoria monetária marxiana. Para tanto, é preciso: i) elucidar a possibilidade de partir da teoria do valor para compreender tal fenômeno, sem abrir mão do rigor e sem capitular à crença de que a teoria de Marx é insuficiente para explicar os fenômenos contemporâneos; ii) apresentar argumentos teóricos que interpretem o processo pelo qual a inflação se transforma de um fenômeno esporádico a um convencional, rotineiro. Trabalha-se com as seguintes hipóteses: a) que o dinheiro no capitalismo é inequivocamente mercadoria, pois só assim os trabalhos privados são socialmente validados e a magnitude do valor pode ser devidamente expressa, e; b) que a inflação se deriva da desvalorização da moeda (meio de circulação) em referência ao dinheiro, logo, acontece por razões fundamentalmente monetárias. Quando este fenômeno ganha contornos irreversíveis e permanentes, ou seja, quando suas condições históricas estão plenamente desenvolvidas, assume sua forma crônica. A conclusão é que a inflação advém de mudanças de tipo-preço, especificamente desproporções monetárias com superavit líquido, em vez de mudanças de tipo-valor, como entende a maioria das interpretações autodenominadas marxistas. |