Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Fachel, Flávia Nathiely Silveira |
Orientador(a): |
Teixeira, Helder Ferreira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/188697
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Resumo: |
As doenças neurodegenerativas (DN) são caracterizadas pela perda lenta e progressiva neuronal, com limitadas estratégias terapêuticas capazes de evitar sua progressão. O ácido rosmarínico (AR) é um composto encontrado em várias espécies vegetais com potencial neuroprotetor bem descrito na literatura. No entanto, devido a sua baixa biodisponibilidade oral e no sistema nervoso central, novas abordagens tem sido investigadas para contornar as limitações do AR. A presente tese objetivou desenvolver nanoemulsões (NE) revestidas por quitosana contendo AR para administração nasal visando uma terapia neuroprotetora. Inicialmente, um método rápido, simples e indicativo de estabilidade por cromatografia líquida de ultra-eficiência para determinação do AR em NE e mucosa nasal suína foi validado seguindo as guias oficiais. O método demonstrou ser específico, linear (0,5 – 10,0 μg.mL-1), preciso, exato e robusto para a determinação do AR em diferentes matrizes biológicas. Após, NE compostas por triglicerídeos de cadeia média, lecitina de gema de ovo e revestidas com quitosana, foram otimizadas por meio de um desenho experimental do tipo Box-Behnken. O modelo experimental mostrou-se adequado e a condição ótima foi estabelecida minimizando as respostas de tamanho de gotícula (259,07 ± 5,93 nm) e índice de polidispersão (0,274 ± 0,01) e maximizando os resultados de potencial zeta (45,73 ± 1,76 mV) e o teor de AR (92,66 ± 1,43 %). As propriedades físico-químicas e o potencial mucoadesivo das NE otimizadas foram caracterizados. O perfil de liberação/permeação do AR mostrou-se prolongado a partir das NE, com um aumento de retenção na mucosa nasal suína. Estudos in vitro de viabilidade e de marcação de necrose celular em fibroblastos (MRC-5) foram realizados, não sendo observada toxicidade em concentrações inferiores a 25 μM após 48 h de tratamento. Na sequência, a atividade glioprotetora das NE em modelo de inflamação e estresse oxidativo induzido por lipopolissacarídeo (LPS) em cultura primária de astrócitos foi investigada. Foi observado que o pré-tratamento com as NE é capaz de proteger o dano induzido pelo LPS, através da redução da disfunção mitocondrial, aumento do status antioxidante e da prevenção da ativação capacidade migratória dos astrócitos e do acúmulo de astrócitos reativos. Por fim, estudos in vivo em modelo de perda de memória induzido por LPS em ratos Wistar foram realizados, sendo evidenciada uma proteção contra o déficit de memória induzido por LPS, além de aumentar a disponibilidade cerebral do AR, confirmada pela quantificação de AR nos cérebros dos ratos (0,173 ± 0,038 μg). Em conclusão, esse estudo demonstra as potencialidades das NE contendo AR administradas por via nasal como potencial estratégia na terapia neuroprotetora para tratamento de ND. |