Influência da composição e da granulometria na reciclabilidade de EVA expandido

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Avelleda, Carlos Eduardo
Orientador(a): Santana, Ruth Marlene Campomanes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/143758
Resumo: O EVA expandido é um material amplamente utilizado, principalmente na área calçadista, e que tem grandes perspectivas nas suas aplicações. Por outro lado, é muito pouco explorado em termos de reaproveitamento, o que tem gerado, desta forma, grande quantidade de resíduo industrial. É sabido que a estrutura reticulada resultante limita muito seu reaproveitamento mas, entre as razões do baixo reaproveitamento deste material, destacam-se dois fatores fundamentais: primeiramente, a micronização dos resíduos antes da sua adição como carga, recurso largamente utilizado atualmente, que eleva muito o custo do reprocessamento tornando-o inviável economicamente; e o segundo fator são as técnicas de seu reprocessamento ainda não totalmente dominadas, conduzindo a um comportamento imprevisível do material em muitas situações. Somados estes fatores tem-se que a sua reciclagem é pouco praticada. Nesse sentido, este trabalho tem por objetivo avaliar a influência da incorporação de resíduo de EVA expandido sobre as propriedades termomecânicas da espuma de EVA envolvendo fatores de destacada importância no processamento e na formulação deste material. Foram utilizadas placas de EVA expandido provenientes de resíduo industrial, EVA virgem, agentes de expansão e de reticulação. A execução da pesquisa foi realizada em três etapas, sendo que na primeira etapa a variável foi a granulometria da carga (EVAri) mediante adição de resíduos com e sem micronização; na segunda etapa foi o teor de resíduo de EVA (EVAri) adicionado como carga (0, 10 e 40 pcr) e, finalmente, na última etapa a concentração de agente reticulante foi avaliada como variável (0,4; 0,9 e 1,2 pcr). As amostras foram caracterizadas por ensaios físicos, mecânicos, térmicos, químicos, reológicos e morfológicos. Resultados da 1ª etapa mostraram que é possível reciclar sem a necessidade de micronização. Da 2ª etapa conclui-se que o teor de EVAri ideal é de 10 pcr e da última etapa, que o teor de peróxido de 0,9 pcr é a melhor opção. A partir dos resultados obtidos conclui-se, entretanto, que é possível a adição de resíduo em quantidades superiores à dos teores analisados mediante um controle mais apurado do processo, objetivo que pode ser alcançado se houver um domínio mais amplo das variáveis envolvidas.