"Eu vou morar nesse metrô, querido, porque aqui eu não sou deficiente" : interação social das pessoas com deficiência em ambientes universitários e suas implicações nos seus modos de subjetivação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Alves, Jéferson
Orientador(a): Victora, Ceres Gomes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/211544
Resumo: Esta dissertação tem por objetivo reflexionar acerca das interações sociais das Pessoas com Deficiência (PCDs), em ambientes universitários, e as implicações nos seus modos de subjetivação. Com base em uma etnografia que inclui observação dos espaços universitários e entrevistas com PCDs e não PCDs, procuro atentar as relações sociais estabelecidas e a partir de espaços hostis a corporalidades específicas. As entrevistas foram realizadas por uma perspectiva do cuidado, isto é, refletindo acerca das especificidades corporais de cada pessoa, o que faz considerar a ética do care não só como teoria, mas também como possibilidade metodológica de troca entre as partes envolvidas na pesquisa. Tendo como foco as narrativas biográficas das PCDs, o trabalho pondera sobre as emoções envolvidas nas interações; sobre o “ser relacional” das PCDs, a partir das “marcas” deixadas pelos outros; sobre o cuidado, que possibilita uma ação política de enfrentamento das barreiras socioestruturais capacitistas; e sobre os momentos de engajamento das PCDs e não PCDs no instante de encontro com tais barreiras. A partir dos dados da pesquisa e das interpretações sugeridas, pretendo contribuir para os Estudos da Deficiência, em especial para ampliar e complexificar as noções de “deficiência”, de “cuidado” e de “autonomia”, e sugerir novas perspectivas para a temática dos Estudos da Deficiência.