Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Andrade, Caroline Gomes de |
Orientador(a): |
Arthur, Rodrigo Alex |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/179883
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Resumo: |
Após a exposição da raiz do dente na cavidade bucal, causada por recessão gengival, há uma mudança na microflora existente na região. Micro-organismos se depositam nessa região e formam um biofilme, que se exposto a carboidratos fermentáveis pode levar a uma queda de pH do meio, selecionando micro-organismos ácido-tolerantes e causando uma dissolução dos tecidos minerais e ativação de mecanismos de degradação da matriz orgânica da dentina. A presença de Candida albicans em lesões radiculares vem sendo relatada na literatura de forma controversa, alguns estudos sugerem que a cariogenicidade do biofilme aumenta na presença desse fungo, embora outros sugerem que o fungo levaria a uma neutralização do pH do biofilme por meio de secreção de metabólitos e consumo de ácido lático liberado na matriz do biofilme como resultado da metabolização de carboidratos. Frente ao exposto, o objetivo desse estudo foi avaliar o potencial cariogênico de biofilmes contendo Candida albicans em relação à dentina radicular. Discos de dentina radicular foram obtidos de raízes de dentes bovinos e tiveram sua microdureza de superfície inicial determinada. Foi realizado então um experimento in vitro nos quais os blocos de dentina foram aleatorizados em 3 grupos para cultivo de biofilme como se segue: Grupo 1 – biofilme monoespécie de S. mutans (SM); Grupo 2 – biofilme monoespécie de C. albicans (CA); e Grupo 3 – biofilme dualespécies de S. mutans + C. albicans (MIX). Os biofilmes foram cultivados na superfície dos blocos de dentina durante 24, 48 e 72 horas. pH do meio de cultura dos biofilmes foi aferido a cada 24 horas. Biofilmes foram coletados da superfície de seis blocos de dentina após cada um dos tempos acima descritos e a contagem de células viáveis foi determinada. Além disso, após cada período de formação de biofilme, os mesmos blocos de dentina tiveram sua microdureza de superfície medida novamente para determinação da porcentagem de perda de dureza de superfície (%PDS) e duas amostras de cada grupo/tempo foram submetidas a coloração histológica PicroSirius Red para determinação da porcentagem de colágeno estruturado na matriz orgânica da dentina desmineralizada. Os experimentos foram realizados em triplicata e os dados foram analisados por ANOVA de duas vias seguido de teste de Bonferroni ao nível de significância de 5%. Em relação aos resultados, independentemente da composição microbiana do biofilme, houve maior %PDS em biofilmes formados durante 48 e 72h em comparação aos biofilmes formados por 24 horas. Em relação à composição microbiana do biofilme, observou-se que a %PDS no biofilme de SM foi estatisticamente maior que na presença do biofilme MIX, que por sua vez foi maior que aquela encontrada na presença de biofilme CA. Os resultados mostraram ainda que os valores de pH do meio de cultivo dos biofilmes MIX foram estatisticamente maiores do que os valores encontrados na presença de biofilme SM nos tempos de 48 e 72 horas (p<0,05). Em relação à análise orgânica da dentina, os resultados sugerem que há uma maior tendência para manutenção de colágeno estruturado em biofilmes contendo CA do que em relação aos biofilmes de SM e de MIX. Nossos resultados sugerem que embora a C. albicans apresente potencial cariogênico para dentina radicular, o biofilme contendo C. albicans associada ao S. mutans parece apresentar um menor potencial cariogênico quando comparado aos biofilmes cultivados na ausência deste fungo. |