Máquinas de felicidade : a sociedade democrática de Edward Bernays

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Gehres, Isabel Wehle
Orientador(a): Peres, Paulo Sergio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/235558
Resumo: Esta dissertação trata da teoria de democracia de Edward Bernays, pai das Relações Públicas e sobrinho de Sigmund Freud. A democracia, segundo Bernays, constitui um sistema político no qual a propaganda serve como instrumento de controle social, ao mediar as mais diversas esferas da vida em sociedade. Esta democracia controlada teria como elemento central o consumo, substituindo a identidade política de cidadão pela de consumidor. A propaganda cumpre nesse sistema dois papeis principais. O primeiro de estimular o consumo de massas, através da criação de uma conexão libidinal entre pessoas e produtos, que são vendidos através do apelo aos desejos inconscientes, alinhando o comportamento da população às necessidades da indústria pós-guerra. O segundo é construir uma identificação da população estadunidense com uma ideia particular de democracia capitalista, diretamente relacionada ao American Way of Life, cuja existência era apresentada como diretamente associada aos avanços da indústria e à produção de bens de consumo. Essa democracia tinha como objetivo criar uma sociedade utópica na qual os indivíduos buscariam consumir sempre mais, em busca de uma imagem construída de felicidade. Aqueles que sabem como reger a mente das massas compõe, segundo Bernays, o verdadeiro governo, tendo a seu dispor a propaganda para conduzir a engenharia do consentimento.