Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Boos, Gisele Silva |
Orientador(a): |
Driemeier, David |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/85402
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Resumo: |
Recentemente, verificou-se que a classificação dos tumores de bainha de nervo periférico (TBNP) é arbitrária, e por isso, os mesmos têm sido agrupados simplesmente como TBNP benignos ou malignos. Outras neoplasias devem ser levadas em consideração quando surge o diagnóstico destes tumores, já que eles apresentam conformação morfológica similar aos hemangiopericitomas e fibromas. Quanto ao diagnóstico imuno-histoquímico (IHQ), uma variedade de marcadores para identificar células de origem neural periférica, como as proteínas S-100 e a glial fibrilar ácida (GFAP) são amplamente utilizados, com o intuito inicial de diferenciar os TBNP. O objetivo deste trabalho é o de determinar a frequência dos TBNP de cães, diagnosticados pelo Setor de Patologia Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além de determinar quais raças, sexo, faixas etárias e locais do corpo do animal são mais acometidos. Com base nesses dados, objetiva-se descrever as características histológicas, IHQ e prognósticas destas neoplasias na população estudada. Um estudo retrospectivo foi realizado nos arquivos do SPV-UFRGS no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2012. O histórico de todos os cães diagnosticados com TBNP foi revisado, assim como o levantamento do que aconteceu com estes animais após o diagnóstico da neoplasia. Novas lâminas foram coradas pela hematoxilina e eosina, tricrômio de Masson e azul de toluidina para classificação histológica. Para a IHQ, utilizaram-se os anticorpos anti-vimentina, anti-proteína S-100, anti-actina, anti-GFAP, anti-von Willebrand, anti-neurofilamento e anti-Ki-67. O método estreptavidina-biotina ligada à peroxidase foi empregado a todos. As variáveis de tipo tumoral (benigno ou maligno), anisocitose e anisocariose, índice mitótico, proliferação celular (Ki-67), necrose intratumoral, invasão a tecidos adjacentes, sexo e localização do tumor foram selecionadas para a análise univariada, relacionadas à recidiva tumoral. As variáveis com valores de P<0,20foram selecionadas e usadas para a construção do modelo multivariado. As variáveis que passaram no modelo univariado foram testadas para controle de confundidor e multicolinearidade. Nos 12 anos que abrangem o levantamento, 2.984 tumores de pele foram diagnosticados em cães. Destes, 2,34% correspondem a TBNP, sendo 49 benignos (70%) e 21 malignos (30%). Dos achados clínicos, os cães das raças Pastor Alemão e Poodle foram mais acometidos. Quanto ao sexo, as fêmeas representaram 55,71% das amostras. O tempo com que os animais permaneceram com o tumor até a retirada, variou de 3 semanas a 3 anos. Com relação à localização, 40% estavam nos membros torácicos, e 28,57% nos membros pélvicos, o restante localizava-se no tronco, pescoço, cabeça e cauda dos animais. A recidiva tumoral foi observada em 17 casos. Quanto à histologia, os padrões clássicos dos TBNP foram mais proeminentes nos tumores benignos, que possuem os padrões Antoni A e B bem estabelecidos. Os corpos de Verocay foram observados em uma pequena parte das amostras. Tanto as variantes benignas quanto as malignas apresentaram baixo índice mitótico. Na IHQ, os marcadores anti-vimentina e S-100 foram positivos em todas as amostras, exceto uma para vimentina. Os demais marcadores apresentaram marcação positiva em um número menor de amostras, exceto actina, que foi negativa em todas. A expressão de Ki-67 revelou índices proliferativos com diferença estatística não significativa entre os tumores malignos e benignos, porém, através da análise multivariada, foi possível constatar a chance de um animal que apresentava tumor do tipo maligno vir a desenvolver recidiva é 4,61 vezes maior em relação a um animal que apresentava tumor benigno. |