Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Boufleuer, Eduarda |
Orientador(a): |
Dal Pai, Daiane |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Palavras-chave em Espanhol: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/284738
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Resumo: |
Introdução: a pandemia da COVID-19 foi responsável por um elevado número de infecções e óbitos no mundo. A doença pode se manifestar em diferentes níveis de gravidade, sendo o sistema respiratório o mais comumente acometido. Os trabalhadores de saúde foram expostos a altas cargas virais no cuidado aos pacientes infectados, o que foi comprovado pelas elevadas taxas de infecção nessa população. Sabe-se que os sintomas podem persistir após a infecção aguda, caracterizando a Síndrome Pós-COVID ou Long COVID, que impacta na qualidade de vida dos indivíduos afetados. Considerando que os trabalhadores de saúde foram um grupo altamente exposto ao vírus, os sintomas persistentes também podem estar presentes mesmo após a infecção cessada. Para este trabalho, buscou-se responder à seguinte questão: “Quais são os sintomas físicos, psíquicos e cognitivos persistentes decorrentes da infecção por SARS-CoV-2 mais prevalentes na população em geral e entre os trabalhadores da saúde, oriundos de estudos de coorte?” Objetivo: identificar as prevalências dos sintomas físicos, psíquicos e cognitivos persistentes da COVID-19 na população em geral e nos trabalhadores de saúde infectados pela doença, a partir de evidências oriundas de estudos de coorte. Método: trata-se de uma revisão sistemática com metanálise, guiada por PRISMA. O protocolo foi registrado na plataforma PROSPERO sob número CRD42023460632. Foram incluídos apenas estudos de coorte com acompanhamento após diagnóstico confirmado de COVID-19 de no mínimo 12 semanas após a infecção. Pesquisas exclusivamente com população pediátrica foram excluídas. As buscas foram feitas em novembro de 2023 nas bases de dados Embase, LILACS/BVS, Pumed, Scielo, Scopus e literatura cinzenta, com descritores de Síndrome Pós-COVID e estudos de coorte, associados aos operadores booleanos. As duplicatas foram excluídas através do Endnote. Os artigos foram selecionados por dois revisores independentes com auxílio do software Rayyan, e, após, foram extraídos em tabela Excel. Foram extraídos todos os sintomas emergidos na leitura dos estudos na íntegra. Utilizou-se o modelo aleatório para a metanálise de prevalência combinada (com intervalo de confiança de 95%) no software R, para os desfechos mais prevalentes. Para redução de heterogeneidade, foram realizadas análises de subgrupos. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada através da Escala Newcastle-Ottawa. Resultados: foram encontrados 2.457 estudos (2.456 nas bases de dados e um pela literatura cinzenta). Após a exclusão dos artigos duplicados, 1227 artigos foram avaliados pelo título e resumo, e 204 foram submetidos à leitura na íntegra. Foi possível elencar 19 sintomas persistentes mais prevalentes, os quais foram submetidos à metanálise e apresentados por meio de dois artigos. Acerca dos sintomas físicos, foram incluídos no primeiro artigo 59 estudos, sendo a fadiga o sintoma de maior prevalência (0.29 [0.24;0.36]). No segundo artigo, no qual foram abordadas as alterações psíquicas e cognitivas, foram incluídos 47 estudos, com destaque para os sintomas de ansiedade (0.17 [0.11;0.27]) e alterações cognitivas (0.15[0.11;0.20]). As prevalências de sintomas nos trabalhadores de saúde não superaram os percentuais da população em geral. Todos os desfechos analisados apresentaram alta heterogeneidade entre os estudos incluídos, mesmo após análise de subgrupos. A maioria dos estudos incluídos na revisão foi avaliado como de qualidade moderada. Considerações finais: apesar de altas prevalências de sintomas, a análise encontrou amplos intervalos de predição e elevadas heterogeneidades, o que pode estar relacionado à variabilidade nos métodos de coleta de dados, característica de estudos do cenário pandêmico. Quanto aos profissionais de saúde, o resultado pode estar relacionado à precocidade da identificação dos sintomas e tratamento dos mesmos. Medidas para mitigar os danos causados pelos efeitos da infecção pela COVID-19 são importantes e estudos longitudinais podem incrementar a compreensão da temática. |