Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Berto, Douglas de Oliveira |
Orientador(a): |
Kindel, Andreas |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/282543
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Resumo: |
O uso de sensores térmicos embarcados em drones tem fornecido uma nova e ampla gama de possibilidades para amostragem de animais. Apesar das vantagens de detectar animais camuflados ou parcialmente obstruídos e permitir amostragens noturnas, amostragens aéreas com sensores termais apresentam limitações, como baixa resolução das imagens e suscetibilidade a condições meteorológicas. Nosso objetivo é apresentar um método de amostragem para mamíferos noturnos com drones multirrotores equipados com câmeras termais, buscando contornar as limitações de resolução, autonomia dos drones e cobertura amostral em desenhos amostrais para a estimativa de ocorrência. O método consiste em um voo híbrido de rotas de voo pré-planejadas a uma altura suficiente para detectar as manchas de calor dos animais associada a aproximações manuais para identificação da espécie. Exemplificamos o método com um estudo que avaliou o uso do espaço por capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) numa região de áreas úmidas antropizadas no sul do Brasil. Testamos a relação entre o uso do espaço por capivaras com a distância para corpos d’água e a proporção de remanescentes de áreas úmidas. As amostragens ocorreram em agosto de 2022. Sobrevoamos em modo de varredura 112 unidades amostrais de 16 hectares (400 m X 400 m) a 40 m de altura e 40° de inclinação da câmera com uma velocidade média de 6,5m/s durante o voo automático. Os vídeos gravados durante os voos foram revisados manualmente por apenas um observador. Avaliamos a relação entre as variáveis ambientais e o uso do espaço pelas capivaras através de um GLM binomial, considerando a interação entre as variáveis preditoras. Registramos capivaras em 54 unidades amostrais e encontramos uma relação significativa da interação das variáveis preditoras com a probabilidade de uso do habitat. A influência da distância para corpos d’água na probabilidade de uso pelas capivaras se torna negativamente mais forte em lugares em que a proporção de áreas úmidas é mais alta. Próximo de corpos d’água, a influência positiva da proporção de áreas úmidas é grande, reduzindo até chegar em nenhuma influência em lugares distantes da água. O método de voo híbrido é uma alternativa eficiente para amostrar mamíferos noturnos usando drones multirrotores com câmera termal. Esperamos que a demonstração da estimativa do uso do espaço pelas capivaras neste trabalho incentive a realização de mais estudos com estimativas de distribuição espacial e abundância de mamíferos noturnos com drones. |