Fatores preditores de alta precoce em usuários de crack internados em uma unidade de tratamento para dependência química

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Klein, Edgar
Orientador(a): Diemen, Lisia von
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/206567
Resumo: Apesar da prevalência no consumo de crack ser inferior à de outras drogas como o tabaco, o álcool e a cannabis, é a substância que mais acarreta gastos em saúde pública e que mais ocasiona internações, além de ser uma condição de difícil tratamento, com baixas taxas de adesão. Frente a isso, torna-se importante a otimização dos recursos empregados nestes tratamentos. Este estudo teve como objetivo avaliar fatores que possam estar associados à interrupção precoce de internações hospitalares de homens usuários de crack em unidade hospitalar para tratamento de transtorno por uso de substâncias, com o objetivo de promover a reflexão sobre possíveis variáveis a serem avaliadas na hora da indicação da internação hospitalar como recurso terapêutico. Foi analisado banco de dados de 308 internações de homens com diagnóstico de transtorno por uso de crack, entre 18 e 65 anos, ocorridas entre 2013 e 2017 em unidade hospitalar masculina para tratamento de transtornos de adição. Os fatores analisados foram aqueles passíveis de serem avaliados no momento do ingresso, como dados sociodemográficos, perfil psicossocial e padrão de uso da droga, utilizando questões do Questionário de Dados Sociodemográficos e Addiction Severity Index, 6ª versão (ASI-6). As análises foram realizadas no software IBM SPSS versão 18, utilizando 95% de nível de confiança. A baixa adesão a internação foi evidenciada naqueles usuários com fatores relacionados a maior vulnerabilidade social como ausência de renda, suporte familiar insuficiente, não casados, situação de rua recente. Em relação ao padrão de consumo de drogas a adesão foi menor naqueles com maior tempo de uso, os que haviam feito uso de álcool mais recentemente e nos tabagistas. Fatores como idade, raça ou escolaridade não se mostraram relacionados ao desfecho estudado. O estudo aponta para a diferença entre os perfis de usuários com maior ou menor a adesão ao tratamento hospitalar e sugere que tais fatores sejam avaliados na hora da escolha do melhor aparelho para o tratamento do usuário de crack, visando melhor retenção e utilização racional de recursos.