Oficina de fotografia no Centro de Atenção Psicossocial : a analista-inventariante

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Sonego, Vanessa Marques
Orientador(a): Gageiro, Ana Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/219370
Resumo: Este trabalho explora os efeitos de uma oficina de fotografia em um CAPS como um dispositivo de cuidado em saúde mental. Descreve a trajetória de implantação desse dispositivo no serviço, dentro do contexto da atenção psicossocial e da psicanálise. Iniciamos com um breve resgate dos pressupostos da Reforma Psiquiátrica, seguindo com a contrarreforma que tem lugar atualmente para problematizar a função do analista nesse cenário, na interface entre atenção psicossocial, psicanálise e fotografia. Discutimos sobre a oficina enquanto dispositivo clínico na atenção psicossocial e as peculiaridades do trabalho a partir de imagens. Formulamos a noção de analista-inventariante a partir do conceito de inventário como tática - proposto por Pimentel (2014) no campo da fotografia - e sustentando-a na teoria freudo-lacaniana. É caracterizada pelo processo de intervenção da analista na oficina de fotografia, que consiste em recolher toda sorte de fragmentos, como imagens, narrativas e afetos de usuários, equipe e da própria analista; classificar esses restos em um conjunto, sempre incompleto, passível de novas produções a cada montagem; e apresentá-los. Discutimos os efeitos causados e as questões que surgiram a partir desse processo de trabalho.