Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Guerrero, Glaison Augusto |
Orientador(a): |
Fonseca, Pedro Cezar Dutra |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/71787
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Resumo: |
Esta tese assume como pressuposto teórico que crescimento e desenvolvimento econômicos são processos dinâmicos que ocorrem a partir da co-evolução da tecnologia, da estrutura industrial e das instituições. A trajetória do processo de industrialização por substituição de importações (PISI) brasileiro foi marcada pela ênfase na acumulação de capacidade produtiva, e menor disposição das empresas na acumulação de capacidade inovativa. As empresas optaram pelo licenciamento externo de tecnologia, enquanto uma minoria de empresas institucionalizou e complementou esses esforços inovativos através de investimentos em P&D e/ou outros tipos de aprendizados tecnológicos. Embora a capacidade produtiva seja importante para materialização do progresso técnico, o mesmo apenas é conseguido através da P&D e a partir da cooperação entre produtor-usuário, fornecedores e universidades. A proteção da concorrência externa gerou demanda suficiente para o crescimento do setor de máquinas-ferramenta, mas também poucas empresas desenvolveram capacidade inovativa. Ademais, chama atenção o caráter contraditório do arcabouço regulatório e competitivo do PISI para o setor de bens de capital: as importações foram estimuladas por taxas de câmbio diferenciadas, importações sem cobertura cambial e isenções fiscais, enquanto se protegia a produção nacional com barreiras tarifárias e não tarifárias. Essa ‘dinâmica’ institucional configurou a especialização do setor de máquinas-ferramenta em produtos com menor conteúdo tecnológico relativamente às importadas. Os ramos industriais capitaneados pelas empresas estrangeiras após 1956 também contribuíram para configurar tal quadro, pois as mesmas requeriam máquinas-ferramenta de elevado conteúdo tecnológico que deslocava a procura para o mercado externo. A mudança do paradigma tecnológico nas décadas de 1970/1980 e a abertura econômica na década de 1990 configuraram a trajetória e o processo de reestruturação empreendido pelo setor no momento seguinte. As empresas com maior capacidades tecnológicas conseguiram acessar os novos conhecimentos requeridos para entrarem e se manterem na nova trajetória tecnológica. O profundo processo de reestruturação baseou-se na reorganização, especialização e aumento da eficiência produtiva. Com a consolidação produtiva e tecnológica das empresas líderes houve aumento da já existente heterogeneidade competitiva entre os fabricantes. Tal heterogeneidade decorre não apenas dos distintos esforços inovativos entre os fabricantes, mas também é devida à estrutura da demanda e do grau de sofisticação do usuário. |