Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Anderle, Paula |
Orientador(a): |
Goulart, Bárbara Niegia Garcia de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/199010
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Resumo: |
Introdução: A autopercepção de saúde é uma mensuração do estado de saúde dos indivíduos, sendo amplamente utilizada em inquéritos de saúde como preditor de morbimortalidade e utilização de serviços de saúde, além de estar relacionada a indicadores sociodemográficos tais como sexo, idade e escolaridade. Estudos apontam que os deficientes tem pior autoavaliação de saúde em relação aos não deficientes. No entanto, a associação entre autopercepção de saúde e os aspectos relacionados ao tipo de deficiência, se é congênita ou adquirida e a presença ou não de limitação decorrentes da deficiência ainda não foram exploradas. Objetivo: Avaliar, de forma independente, se deficiência física, auditiva e visual são fatores de exposição associados à autopercepção de saúde na população brasileira adulta. Método: Estudo transversal, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS, 2013), conduzido com 60.202 indivíduos (≥ 18 anos) respondentes à PNS, estratificados pelo tipo de deficiência e limitação. A análise descritiva foi apresentada com frequências absolutas e relativas. Análises estatísticas bruta e ajustada, com regressão de Poisson, levaram em consideração a ponderação dos dados e ajuste para variáveis sociodemográficas e presença de doença crônica. Resultados: A autopercepção de saúde ruim é mais prevalente em deficientes (68,5%) do que em não deficientes (33,2%). Após ajuste, a prevalência de autopercepção de saúde ruim manteve-se maior entre deficiência física (RP=1,44, IC95% 1,41-1,45), visual (RP=1,31, IC95% 1,30-1,32) e auditiva (RP=1,26, IC95% 1,25-1,28), quando comparados aos não deficientes. Deficiência física congênita sem limitação (RP=1,59, IC95% 1,54-1,63) e com limitação (RP=1,56, IC95% 1,53-1,58) e deficiência física adquirida sem limitação (RP=1,27, IC95% 1,23-1,30) e com limitação (RP=1,47, IC95% 1,45-1,49) foram significativamente associadas à percepção ruim de saúde. Deficiências sensoriais congênitas sem limitação não foram significativamente associada ao desfecho. Deficiências sensoriais congênitas limitantes apresentaram os maiores valores de associação, sendo que os deficientes visuais apresentaram maior tamanho de efeito (RP=1,72, IC95% 1,70-1,73) em relação aos deficientes auditivos (RP=1,33, IC95% 1,30-1,35). Conclusão: Deficientes tem pior percepção de saúde em relação aos não deficientes. O tipo de deficiência, a característica de ser congênita ou não e as limitações influenciam nesta relação, devendo ser estudadas e consideradas na criação de políticas públicas. |