Teorias do projeto e representação : investigação sobre uma lacuna epistemológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Silva, Fernando Duro da
Orientador(a): Oliveira, Rogerio de Castro
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/35344
Resumo: O tema central da tese é o projeto arquitetônico e a constatação de que há uma lacuna epistemológica entre a ação projetual e sua atualização como objeto arquitetônico. A tese delineia um quadro teórico de cunho explicativo que visa estabelecer a base para a compreensão do estatuto epistêmico do processo projetual, do ponto de vista do pensamento arquitetônico. Para tal recorre à interpretação de textos de fontes da teoria e história da arquitetura, da epistemologia e da filosofia que são cotejados, revelando relações que lançam luz sobre o problema. A investigação identifica no surgimento da tradição projetual herdada do Renascimento a origem do distanciamento entre as bordas daquela lacuna, que de resto é inerente à separação entre concepção (teórica) e execução (prática) da arquitetura, portanto à própria atividade projetual. O desenvolvimento dos sistemas de representação em favor do ideal arquitetônico como “cosa mentale” propiciou a relativa autonomia do projeto em relação ao objeto arquitetônico, que, guiado no primeiro momento pelo balanço entre a invenção moderada e a convenção garantida pelos tratados como o de Vignola, paulatinamente orientou-se na direção do esgotamento das possibilidades da representação, ao ponto de tornar a viabilidade de execução do projeto dependente do desenvolvimento de programas de computador voltados à modelagem e representação digitais. A tese identifica a insuficiência das teorias do projeto como resolução de problemas para dar conta do aspecto epistemológico projetual de forma compreensiva, recorrendo como alternativa à epistemologia da prática de Schön e à filosofia da linguagem de Wittgenstein, em especial ao conceito de jogo de linguagem desse último. Este modelo explicativo e operativo é que permite avançar na construção de “pontes” entre as duas margens da lacuna, com a ressalva de que a lacuna é inevitável em função da natureza da atividade projetual. Esta tese se encerra não com a pretensão da resposta definitiva, mas com a problematização que qualifica e ilumina a questão.