Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Rosa, Alice Backes da |
Orientador(a): |
Freitas, Loreta Brandão de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/207119
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Resumo: |
Os gêneros Petunia e Calibrachoa, pertencentes à família Solanaceae, possuem 14 e 27 espécies, respectivamente, sendo muitas delas endêmicas e raras. A espécie Petunia mantiqueirensis é endêmica de regiões elevadas (altitudes superiores a 1300 m) da Serra da Mantiqueira em Minas Gerais, apresentando a distribuição mais setentrional e separada das outras espécies do gênero; apresenta distribuição restrita, com pequenas populações isoladas, sendo classificada como espécie ameaçada de extinção. A espécie Calibrachoa elegans é endêmica de altitudes acima de 1000 m no estado de Minas Gerais e apresenta a distribuição mais setentrional do gênero na América do Sul; possui poucas populações conhecidas e seu habitat é bastante impactado pela mineração, o que a torna também ameaçada de extinção. Acessar a informação genética de espécies raras e ameaçadas de extinção, especialmente as que possuem um número reduzido de indivíduos ou poucas populações, é fundamental para o estabelecimento de estratégias de conservação. Para isso, os marcadores moleculares são adequados pois permitem acessar diretamente a variabilidade genética, analisar os sistemas de cruzamento e estimar o fluxo gênico das espécies. Neste trabalho foram utilizados marcadores nucleares (SSR) e plastidiais (cpDNA) para acessar a diversidade genética de P. mantiqueirensis e C. elegans e compará-las com espécies relacionadas, tanto de distribuição ampla como restrita. Com a finalidade de contribuir para o estabelecimento de estratégias que possam auxiliar na preservação destas espécies. A variabilidade genética encontrada através dos marcadores plastidiais foi extremamente baixa nestas espécies sendo que elas apresentaram a menor diversidade dentro de seus respectivos gêneros. A diversidade obtida com os marcadores nucleares também foi baixa com diversas combinações de loci e populações apresentando excesso ou déficit de heterozigotos. Não há indícios de endocruzamento em P. mantiqueirensis, porém em C. elegans foram encontrados altos níveis de endogamia. As duas espécies são descritas como autoincompatíveis e dependentes da ação de polinizadores para promover a polinização e manter o fluxo gênico e sua diversidade genética. Além disso, estão sofrendo com a perda do habitat e as mudanças em seus respectivos ambientes podem leva-las à extinção. |