Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Schroeder, Franciane Maria Machado |
Orientador(a): |
Visioli, Fernanda |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/277650
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Resumo: |
Esta tese está embasada na necessidade de inovações terapêuticas para o tratamento de lesões sintomáticas do líquen plano bucal (LPB), além de aprofundar o entendimento da etiopatogenia e diagnóstico diferencial da doença, contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Nesse contexo, foi avaliada a eficácia do tacrolimo 0,1% e do propionato de clobetasol 0,05% no tratamento de lesões sintomáticas de LPB, por meio de um ensaio clínico randomizado duplo-cego, ambos em orabase, uma vez que essas formulações não tinham sido previamente comparadas. Doze pacientes receberam tacrolimo a 0,1%, e nove receberam propionato de clobetasol a 0,05%, ambos em orabase, por 30 dias, com acompanhamento de dois meses. Ambos os tratamentos foram eficazes na melhoria clínica, na sintomatologia e na qualidade de vida dos pacientes durante um período de três meses, sem diferença estatística entre eles. No entanto, no acompanhamento de 1 mês, os pacientes que receberam clobetasol apresentaram maior redução percentual no escore clínico em comparação ao valor basal, com uma redução de 50% (p = 0,02) e valores médios significativamente menores (p = 0,03) do que aqueles que receberam tacrolimo. Além disso, devido ao custo mais baixo, na escolha pela formulação orabase, o propionato de clobetasol pode ser considerado a primeira opção de tratamento, enquanto o tacrolimo pode ser uma alternativa promissora para lesões refratárias. Aliado a busca por inovações terapêuticas, o diagnóstico diferencial entre a estomatite ulcerativa crônica (CUS) e o LPB continua sendo um desafio, visto à semelhança clínica e histológica entre as duas entidades. Através de uma revisão sistemática da literatura, foram exploradas as características demográficas, microscópicas e imunológicas, bem como as respostas terapêuticas relacionadas à CUS. Foram identificados 81 casos em 25 estudos, os quais apontaram que, da mesma forma que o LPB, a CUS afeta principalmente mulheres de meia-idade. Porém, o padrão-ouro diagnóstico é através da imunofluorescência direta, além da hidroxicloroquina ser o tratamento eficaz. Devido à maior prevalência de LPB em mulheres de meia-idade, adicionalmente, foi realizada uma revisão narrativa buscando entender como as mudanças hormonais nas mulheres influenciam o desenvolvimento do LPB. Foi apontado que, durante a menopausa, a diminuição dos níveis de estrogênio e progesterona pode afetar a resposta imune e agravar as lesões. Estudos sugerem que o estrogênio desempenha um papel importante na progressão da doença, mas são necessárias mais evidências para entender seu impacto no tratamento do LPB, especialmente se a terapia de reposição hormonal influencia nas características e na gravidade das lesões. |