Afetividade e construção do conhecimento : a produção textual como portadora de conteúdo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Silva, Anna Selmira Jardim da
Orientador(a): Fernando Becker
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Espanhol:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/15691
Resumo: Esta dissertação aborda a afetividade, numa perspectiva piagetiana, como energética das estruturas cognitivas. Realiza uma investigação sobre a importância da afetividade no processo de construção do conhecimento, partindo da hipótese de que os problemas de aprendizagem, repetência e evasão escolar são gerados não exclusivamente por problemas cognitivos, mas antes por problemas afetivos, na medida em que enviesam o desenvolvimento cognitivo. Apresenta a forma como a afetividade dinamiza o processo de assimilação e acomodação durante o processo de aprendizagem da linguagem escrita, tendo a produção textual como instrumento de investigação das representações simbólicas que os alunos/autores realizam de seu entorno social. Apresenta a produção textual como forma de expressão do pensamento, como instrumento de comunicação e construção de sua subjetividade. Aborda a construção do conhecimento a partir dos conceitos de interesse e necessidade, e discorre sobre a importância da tomada de consciência das ações como mecanismo de construção do conhecimento. Apresenta as concepções sobre moralidade construídas no interior dos discursos veiculados na produção textual de alunos de Ensino Fundamental e Médio. Tem por base teórica a epistemologia genética e fundamenta-se na visão construtivista, que preconiza o desenvolvimento cognitivo do ser humano pela interação, de cujo processo a afetividade constitui a energética, possibilitando ao sujeito tornar-se autônomo e crítico.