Teor e composição química da matéria orgânica em Argissolo em diferentes sistemas de manejo na região Sudoeste da Amazônia brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Aquino, Itauane Oliveira de
Orientador(a): Dick, Deborah Pinheiro
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/245352
Resumo: Resultados sobre efeitos do plantio direto (PD) na matéria orgânica do solo (MOS) no Estado do Acre são escassos e, portanto, a investigação do impacto do PD na composição e teor deda MOS é essencial. Nesse contexto, o objetivo principal deste trabalho foi avaliar o impacto do sistema de preparo e planta de cobertura e manejo de adubação no teor e composição química da MOS em solo de textura arenosa sob clima tropical úmido do sudoeste da Amazônia Ocidental após 10 anos. O experimento foi realizado em um Argissolo Amarelo distrófico, em Mâncio Lima, Acre. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso dispostos em parcelas subdivididas com três repetições. Nas parcelas principais foram alocados os sistemas de preparo PD e plantio convencional (PC), e nas subparcelas foram dispostos os sistemas manejo de culturas e adubação: testemunha (T), leguminosa+gramínea como plantas de cobertura (LG), e LG com adubação de P e calagem (LGPC). Em amostras coletadas até 1 m foram determinados os atributos químicos e granulométricos. Sendo desenvolvidos dois estudos para alcançar os objetivos. No estudo I, foram determinados os teores de C (CCS) e de N (NCS) por combustão seca e a assinatura isotópica δ13C e δ15N. Os resultados obtidos indicam que após 10 anos, o sistema de preparo PD com planta de cobertura e calagem do solo não alterou os teores de Ccs e de Ncs. Possivelmente as condições climáticas locais (elevadas temperaturas e precipitações) conduzem à rápida mineralização do resíduo das culturas, não havendo contribuição relevante dos mesmos para a MOS. O sistema de preparo do solo não afetou a composição isotópica da MOS, devido provavelmente à rápida ciclagem dos resíduos vegetais nesse ambiente. Porém, independente do manejo, o tratamento LGPC apresentou um enriquecimento em 13C em profundidade sugerindo mineralização da MOS endógena e entrada de material oriundo de gramíneas e milho (plantas C4). No estudo II a composição química da MOS foi investigada por espectroscopia de FTIR e de RMN de 13C RMN CP/MAS é o perfil de n-alcanos foi determinado por GC-MS. A composição química da MOS apresentou em média 26 a 36 % de C alquil, 34 a 41 % de C O-alquil, 18 a 24% de C aromático e 11 a 14 % de C carboxílico. As condições climáticas da região e a pouco expressiva interação organo-mineral, levam à elevada taxa de decomposição dos resíduos e enriquecimento de estruturas recalcitrantes. Essa suposição é corroborada pela predominância de lipídios de cadeia curta (CMC≤C21) de origem microbiana e pelo relativamente elevado grau de degradação dos lipídios herdados de plantas (1,8 ≤ IPCL ≤ 2,2) na MOS.