Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Martins, Raphael Castro |
Orientador(a): |
Etges, Ana Paula Beck da Silva |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Palavras-chave em Inglês: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/256036
|
Resumo: |
Introdução: A emergência em saúde pública causada pelo vírus SARS-CoV-2 a partir do ano de 2019 teve severas consequências mundiais tanto em nível sanitário quanto econômico. Estudos iniciais deram atenção especial a fatores comosintomatologia sintomatologia e tratamento, pois era de suma importância determinar tais informações a fim de conter o avanço da doença. Porém, com o arrefecimento do contágio pelo vírus também se torna importante ter conhecimento dos impactos econômicos causados pela doença, tanto para estimar os gastos da enfermidade estudada quanto para serem obtidas estimativas para possíveis futuros casos semelhantes. Objetivo: Mensurar o custo de tratamento de pacientes maiores de 18 anoshospitalizados por conta de ramificações de infecção pelo vírus SARS-CoV-2. Ainda, avaliar o impacto de comorbidades (obesidade, diabetes, insuficiência cardíaca congestiva e hipertensão)no custo e comparar o custo em dois momentos distintos (2020 e 2021) Métodos: Foi utilizada uma amostra total de 583 pacientes, sendo 218hospitalizados em 2020 e 365 em 2021. A metodologia Time-Driven Activity-Based Costing (TDABC) foi utilizada para mensuração dos custosdada sua simplicidade de aplicação aliada à produção de resultados acurados. Ademais, os custos foram divididos em diferentes componentes dentro da realidade hospitalar, quais sejam: estrutura, trabalho, materiais e medicamentos, exames e outros. Resultados: O custo médio estimado foi de R$ 32.232 em 2020 e de R$ 25.464 em 2021 para pacientes admitidos na UTI e de R$ 6.109 e R$ 6.387 para pacientes que não necessitaram UTI, O principal componente de custo esteve na infraestrutura em ambos os anos, representando 71,05% e 65,85% dos custos de UTI em 2020 e 2021 e 51,39% e 47,85% dos custos em áreas fora da UTI. Hipertensão, diabetes e obesidade foram observados como comorbidades relevantes para o custo de tratamento de pacientes que foram para a UTI, mas não para pacientes que necessitaram somente de internação sem tratamento intensivo. Conclusão: Este é um dos primeiros estudos, tanto nacionalmente quanto internacionalmente, que trata do custo hospitalar do tratamento do SARS-CoV-2. Foram constatados indícios de fatores significativos para aumento do custo total de tratamento, bem como os componentes destes custos. |