Ocitocina sérica e comportamento afetivo de cães na interação com crianças e adultos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Jockyman, Luelyn
Orientador(a): Corleta, Helena von Eye
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/179702
Resumo: A ocitocina tem sido usada como parâmetro para medir os laços sociais em animais. Recentemente foi demonstrado que a concentração de ocitocina aumenta em cães e donos quando interagem positivamente e, possivelmente, que na interação com crianças e adultos, cães fêmeas são mais afetivas do que os cães machos. Objetivo: determinar se existe diferença nos níveis séricos de ocitocina e no comportamento afetivo de cães machos e fêmeas, quando interagem com crianças e adultos. Método: foi realizado um estudo experimental, com 6 machos e 6 fêmeas da raça Beagle, pertencentes ao Laboratório de Ensino de Zootecnia (LEZO) da Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Antes da interação foi colhido sangue para determinação da ocitocina basal dos cães. O teste foi filmado durante 3 minutos para posterior análise dos comportamentos caninos, enquanto os animais estiveram em contato com uma menina, fechados em uma sala, um após o outro, intercalando machos e fêmeas, sucessivamente. Retirados do local, voltaram as suas baias, e após 10 minutos foi feita nova coleta de sangue. Para determinação dos valores de ocitocina séricos será utilizado o Oxytocin ELISA kit ADI-900-153A-0001 da Assay Designs. As dosagens séricas de ocitocina serão testadas para normalidade e igualdade de variância e, se de distribuição normal, avaliadas pelo teste t de Student. As interações entre cachorros e participantes foram registradas ao longo de180 segundos por uma câmera de vídeo colocada no centro do teto da sala de teste. A partir de um etograma previamente determinado foi feita uma análise das gravações. Latência, frequência e duração total dos comportamentos foram medidas, utilizando um sistema de medição baseado no tempo. Resultados: após análise, entre os 15 comportamentos, apenas a latência para intenção de contato e comportamento de fuga foram significativamente diferentes entre machos e fêmeas, p de 0,03 e 0,003, respectivamente. Todos os demais não demonstraram diferenças estatísticas significativas. Segundo a análise subjetiva dos pesquisadores, fêmeas se mostraram mais dóceis com crianças do que machos. Os ensaios para ocitocina sérica não puderam ser realizados. Conclusão: Análise do comportamento demonstrou que em dois parâmetros as fêmeas tiveram interação mais prazerosa com a criança. Após a dosagem da ocitocina, esta conclusão poderá ser corroborada.