Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Reich, Rejane |
Orientador(a): |
Silva, Eneida Rejane Rabelo da |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/263373
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Resumo: |
Introdução: Procedimentos percutâneos estão em ascensão e de forma expressiva o acesso femoral ainda é utilizado por muitas especialidades de laboratórios de cateterismo. A despeito do aprimoramento da técnica de punção e dos diferentes métodos de hemostasia, seu controle ainda é um desafio para as equipes dos laboratórios, principalmente pelos diferentes mecanismos de ação. Neste contexto, sumarizar as evidências para identificar as diferenças na eficácia e segurança seriam muito importantes para estas equipes. Objetivo: Conduzir uma revisão sistemática com metanálise comparando métodos de controle da hemostasia para o acesso femoral em pacientes submetidos a procedimento percutâneo. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática com metanálise de ensaios clínicos randomizados que compararam dispositivos de fechamento vascular e compressão extrínseca. A busca foi realizada no PubMed/MEDLINE, Embase, CINAHL e CENTRAL, sem delimitar início e com atualização em março de 2021. O risco de viés foi avaliado utilizando a ferramenta Cochrane Risk of Bias Tool (RoB) 1.0. Os parâmetros para dados contínuos, categóricos e de proporção de eventos foram estimados a partir do modelo de efeitos aleatórios. O nível de significância adotado foi de 0,05 e intervalo de confiança (IC) de 95%. Os dados contínuos foram apresentados como diferença entre médias ponderadas pelo inverso da variância (WMD), e parâmetros para riscos relativos (RR) foram estimados pelo método de DerSimonian and Laird. Para estimar a proporção de eventos de falha foi utilizado o método de Freeman-Tukey. Resultados: Foram incluídos 46 artigos para síntese qualitativa e 44 para quantitativa. Dispositivos de fechamento vascular comparados à compressão extrínseca resultaram em risco reduzido de hematoma: RR 0,82 [95% IC 0,72 a 0,94; P=0,005] e menor tempo de hemostasia: WMD -15,06 min [95% IC -17,56 a -12,56; P<0,00001]. Não houve diferença para pseudoaneurisma RR 0,84 [95% IC 0,54 a 1,30; P=0,44], sangramento RR 0,96 [95% IC 0,55 a 1,67; P=0,88], complicação vascular menor RR 0,80 [95% IC 0,60 a 1,06; P=0,12] e complicação vascular maior [0,69 (0,39 a 1,22); P=0,20]. Os dispositivos do tipo selante ou gel foram compatíveis com risco reduzido de hematoma RR 0,73 [95% IC 0,59 a 0,90; P=0,004] e dispositivos do tipo clip de metal/grampo com risco reduzido de pseudoaneurisma RR 0,48 [95% IC 0,25 a 0,90; P=0,02] e complicação vascular maior RR 0,33 [95% IC 0,17 a 0,64; P=0,001], quando comparados à compressão extrínseca. A taxa de falha do dispositivo foi de 3,28% (95% IC 1,69 a 6,27) para clip de metal/grampo, 7,09% (95% IC 4,91 a 10,15) para sutura, 3,04% (95% IC 2,10 a 4,37) para colágeno e 7,21% (95% IC 5,21% a 8,89%) para selante ou gel. Conclusões: Os dispositivos de fechamento vascular reduzem o risco de formação de hematoma e do tempo de hemostasia em comparação à compressão extrínseca. Os dispositivos do tipo selante ou gel e do tipo clip de metal ou grampo apresentaram melhor desempenho no controle da hemostasia em relação à compressão extrínseca, e os dispositivos do tipo colágeno tendem a menor proporção de eventos de falha entre os dispositivos. Um viés médio e um baixo grau de confiança foram observados nas estimativas de evidências. |