Absenteísmo-doença na enfermagem : uma análise antes, durante e após a pandemia pela COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pinheiro, Fernanda Seidel
Orientador(a): Tavares, Juliana Petri
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Palavras-chave em Espanhol:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/284699
Resumo: Introdução: O absenteísmo-doença, são todas as ausências por motivo de doença ou procedimento médico. Com o advento da pandemia pela COVID-19 os profissionais de enfermagem se encontram ainda mais suscetíveis ao adoecimento físico e psíquico, ocasionando um aumento do absenteísmo. Objetivo: Analisar o absenteísmo-doença dos profissionais de enfermagem antes, durante e após a pandemia pela COVID-19. Método: Pesquisa do tipo transversal, desenvolvida no Hospital de Clínicas de Porto Alegre a partir da coleta de dados em prontuário ocupacional e clínico conforme registros do Setor de Medicina Ocupacional. A amostra foi composta por 839 prontuários de profissionais de enfermagem que trabalhavam nas unidades de internação clínica, internação cirúrgica, centro de tratamento intensivo (CTI) e emergência adulto que apresentaram ao menos um afastamento entre os períodos de antes (2019-2020), durante (2020-2021) e após (2021-2022) a pandemia pela COVID-19. Os dados foram obtidos através de uma query e analisados no programa Statistical Package for Social Sciences 26.0. Foram realizadas análises descritivas e inferenciais, cálculo de taxa de absenteísmo e regressão de Poisson com variância robusta. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob registro CAAE 69221923.0.0000.5327 e respeitados todos preceitos éticos. Resultados: Os fatores associados ao absenteísmo-doença foram a média geral de número de dias perdidos por profissional de 54,1±2,5 dias perdidos por profissional (p<0,001) e faixa etária igual ou inferior a 41 anos (31,8%, p=0,003). Os setores com mais afastamentos foram o CTI (31,3%) e a Unidade de Internação Clínica (27,5%), sendo que esta última registrou a maior taxa de absenteísmo, com 9,9% em julho de 2020. Os principais motivos de absenteísmo-doença no pré pandemia foram doenças inespecíficas (31,9%) e osteomuscular (28,4%), durante a pandemia por COVID-19 (45%) e osteomuscular (34,8%) e pós-pandemia, osteomusculares (41,7%) e inespecíficas (38,3%). As variáveis significativamente associadas a um risco aumentado para os motivos de adoecimento foram: sexo masculino, técnicos de enfermagem, sem parceiros, CTI, internação clínica, internação cirúrgica. Conclusão: O absenteísmo-doença esteve relacionado ao número de dias de afastamento e aos profissionais mais jovens. As prevalências de absenteísmo-doença nos períodos durante e após a pandemia foram superiores em relação ao antes da pandemia, embora consideradas altas nos três períodos.