Caracterização química, identificação de compostos bioativos e avaliação de atividade biológica do extrato de folhas e flores de begonia semperflorens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Chilanti, Gabriela
Orientador(a): Flôres, Simone Hickmann
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/274605
Resumo: As plantas alimentícias não convencionais (PANCs) são plantas com uma ou mais partes que podem ser utilizadas na alimentação humana. Dentre as plantas alimentícias destacam-se as flores comestíveis, que são ricas em compostos bioativos, os quais diversos estudos têm investigado seus efeitos na prevenção e tratamento de patologias. No presente estudo, foi obtido e avaliado quimicamente os extratos das folhas (BLE) e flores (BFE) da Begonia semperflorens e também foram investigados os efeitos dos extratos nos marcadores metabólicos e hematológicos, modulação do estresse oxidativo, função endotelial e mitocondrial em dois modelos. A identificação dos compostos foi realizada por Cromatografia Liquida de Alta Eficiência (HPLC). Para avaliação da viabilidade celular e atividade antioxidante dos extratos, células endoteliais EA.hy926 foram expostas a BFE e BLE juntamente com 35 mM de glicose por 24, 48 e 72 horas. Já para a avaliação dos efeitos biológicos em modelo animal, 24 ratos Wistar machos foram divididos em 4 grupos, sendo um grupo controle de ratos saudáveis, um grupo de ratos saudáveis que receberam extrato (250 mg/kg) por gavagem, um grupo controle de diabéticos e um grupo de diabéticos que recebeu extrato (250 mg/kg) por gavagem. Após 30 dias de tratamento, os ratos foram eutanasiados e o soro foi coletado para as avaliações. Os extratos obtidos se mostraram uma boa fonte de polifenois totais e atividade antioxidante. Em relação aos testes utilizando linhagem celular, os extratos foram capazes de aumentar a viabilidade celular, aumentar a atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase e catalase e manter os níveis basais de óxido nítrico que foram alterados pelo tratamento com excesso de glicose. A atividade do complexo mitocondrial I foi aumentada no tratamento com excesso de glicose, entretanto os extratos foram capazes de evitar essa superativação, mantendo os níveis basais de atividade. Em relação as análises utilizando modelo animal foi possível observar uma redução significativa dos 8 níveis séricos de triglicerídeos, a capacidade antioxidante total do plasma foi melhorada nos ratos que receberam BFE, e o BFE foi capaz de reduzir os danos oxidativos a lipídeos e proteínas do grupo de ratos diabéticos. Esses dados sugerem que o extrato das flores e folhas da B. semperflorens podem tornar-se uma importante alternativa na prevenção das complicações do Diabetes Mellitus (DM) e contribuem para prospectar a utilização da B. semperflorens, uma flor comestível, ainda pouco utilizada.