Cultura visual e museus escolares : representações raciais no museu Lassalista (Canoas, RS, 1925-1945)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Paz, Felipe Rodrigo Contri
Orientador(a): Possamai, Zita Rosane
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/131867
Resumo: A seguinte pesquisa abordará o museu do antigo Instituto São José e suas imagensartefatos para o ensino dos tipos raciais humanos. Em levantamento realizado em museus e acervos localizados em espaços escolares na Região Metropolitana de Porto Alegre verificou-se no acervo da instituição Lassalista localizada em Canoas, a presença de bustos de gesso, representações dos diferentes tipos humanos. A partir deste dado empírico, algumas inquietações surgem em relação aos usos pedagógicos destas cabeças raciais e de como eram utilizadas no ensino. No momento do surgimento dos museus escolares no interior das escolas normais, teorias estavam povoando as discussões dos intelectuais da educação. A Poligenia teve influência nas escolas republicanas brasileiras que no momento moldavam seus currículos. Postulava sobre a existência de diferentes tipos humanos, cuja determinação se comprovava pela relação ou ação de vários genes na espécie. A diferença entre as raças superiores e as inferiores, que seriam fadadas à incivilidade e não poderiam ser responsabilizadas pelos seus atos contraventores eram verificáveis pela ciência. No Brasil, estas discussões teóricas contribuíram para o fortalecimento de uma interpretação sobre a existência de uma raça ideal, desejada à sociedade e justificada sob os prismas científico-biológicos, onde os comportamentos humanos passam a ser gradativamente encarados como resultado imediato de leis naturais e biológicas. Assim, o objetivo desta dissertação é verificar e analisar a utilização das imagens-artefatos (bustos e impressos) no ensino do antigo Instituto São José (La Salle/Canoas), e suas possíveis relações com o método intuitivo. Este estudo supõe que além dos bustos havia outros objetos, tais como os impressos dos livros que eram utilizados com vistas a aproximar os alunos dos tipos raciais, cuja caracterização embasava-se nas teorias científicas do contexto. Para isso, foram analisadas ainda as documentações institucionais, tais como Relatórios de Inspeção, Memórias dos irmãos, Currículos programáticos e demais documentos que exibissem as práticas educativas dos Lassalistas de Canoas. Como resultados pode-se concluir na ampla difusão de imagens sobre os tipos raciais humanos, aliadas à metodologia intuitiva, para o ensino escolar. Essas imagens, sejam bustos ou impressas em livros, foram relevantes para o ensino dos tipos humanos, aproximando os educandos da temática racialista através dos sentidos.