Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Dalcin, Aline Krüger |
Orientador(a): |
Comim, Flavio Vasconcellos |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/220357
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Resumo: |
Esta tese traz três ensaios sobre educação e pessoas com deficiência. Cada ensaio aborda uma etapa escolar diferente. O primeiro ensaio tem como objetivo analisar o impacto que a inclusão de alunos com deficiência nas escolas regulares de Ensino Médio tem sobre o desempenho de seus colegas e analisar o impacto que essa inclusão tem sobre o desempenho dos próprios alunos com deficiência. Os resultados mostram que um ponto percentual adicional na proporção de alunos com deficiência reduz a nota de redação dos colegas em apenas 0,0032 de um desvio-padrão. Além disso, os resultados mostram que as notas médias são maiores em até 48% de um desvio-padrão entre os alunos com deficiência matriculados em escolas regulares em comparação com aqueles matriculados em escolas especiais. Em resumo, a avaliação é que as políticas de inclusão atingem o objetivo de melhorar o desempenho dos alunos com deficiência, mas essas políticas têm um efeito colateral pequeno e adverso. O segundo ensaio tem como objetivo analisar o impacto do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) no acesso ao ensino superior para estudantes com deficiência. A centralização do processo de inscrição diminui os custos de mobilidade que são importantes na decisão de indivíduos com deficiência de se inscrever em uma universidade. Os resultados mostram que o percentual de alunos ingressantes com deficiência em instituições que adotaram o Sisu por sete anos foi 0,63 ponto percentual maior do que em instituições que não o adotaram. Esse resultado é significativo, considerando que, em 2016, o percentual de ingressantes com deficiência foi de apenas 0,77%. O último ensaio tem como objetivo estimar os retornos salariais da educação para pessoas com deficiência através do método da taxa interna de retorno (TIR). As taxas internas de retorno à educação para pessoas com deficiência são comparadas às TIRs para pessoas sem deficiência: a TIR para pessoas com deficiência é maior do que para pessoas sem deficiência no primeiro e no segundo ciclo do ensino primário (3,7% versus 3,12% no primeiro ciclo e 2,28% versus 1,53% no segundo), mas menor no nível mais alto de educação (11,06% versus 12,34%). Pelo tipo de deficiência, os trabalhadores com deficiência intelectual têm as menores TIRs para todos os níveis de escolaridade. |